Os vencedores recebem 15.000 dólares, e o prestigiado prémio de serviço público é uma medalha de ouro.
O Washington Post venceu o Prémio Pulitzer de Serviço Público pela sua análise dos cortes drásticos nas agências federais dos Estados Unidos, tendo também Associated Press, Reuters e New York Times sido premiados na nova edição dos prémios jornalísticos.
AP Photo/Bebeto Matthews, File
A cobertura do Post iluminou os detalhes, por vezes obscuros, da iniciativa do Presidente Donald Trump de reformular o governo federal, e os jurados reconheceram o mérito do histórico diário da capital em explicitar o que as mudanças significavam para os cidadãos norte-americanos.
O New York Times ganhou três dos cobiçados prémios, a Reuters ganhou dois, e veículos mais pequenos, desde o Connecticut Mirror ao podcast "Pablo Torre Finds Out", também foram reconhecidos num ano desafiante para o jornalismo norte-americano.
Nos últimos meses, o Washington Post cortou um terço do seu pessoal, a CBS News anunciou o encerramento do seu serviço de rádio com quase um século de existência, a Associated Press (AP) ofereceu indemnizações a mais de 120 jornalistas e alguns jornais regionais também enfrentaram dificuldades.
Entretanto, o governo Trump continuou a criticar e, por vezes, a processar órgãos de comunicação social cuja cobertura considera questionável.
A administradora do prémio, Marjorie Miller, salientou a importância da "celebração nas comunidades" norte-americanas em torno dos prémios, "talvez nunca tanto como hoje, face aos enormes desafios enfrentados" por publicações de todos os tipos.
A AP foi premiada por uma investigação de três anos, envolvendo milhares de páginas de documentos e inúmeras entrevistas, que expôs que as empresas norte-americanas ajudam a estabelecer as bases do sistema governamental chinês de monitorização e policiamento dos seus cidadãos.
Outros trabalhos da AP sobre o tema incluíram uma análise de como, ao longo de diferentes administrações presidenciais, Washington permitiu que empresas tecnológicas e Pequim contornassem as regulamentações destinadas a impedir o acesso da China a determinadas tecnologias, como 'chips' de computador avançados.
A Reuters ganhou o prémio de reportagem nacional, pelo trabalho sobre como Trump usou o governo federal e a influência dos seus apoiantes para expandir a autoridade presidencial e tentar punir os seus adversários, observaram os jurados do prémio.
Outro trabalho da Reuters sobre a gigante das redes sociais Meta ganhou um prémio na categoria de reportagem de nicho.
A cobertura do Minnesota Star Tribune sobre o massacre no ano passado numa escola católica de Minneapolis arrecadou o prémio de notícia de última hora.
Os jurados elogiaram a "minúcia e compaixão" da reportagem do jornal sobre a cena de carnificina na sua cidade natal, onde duas crianças foram mortas e mais de uma dezena ficaram feridas quando um atirador abriu fogo durante a primeira missa do ano letivo na escola.
O Post ganhou ainda o prémio de fotografia de reportagem, por um ensaio visual sobre uma família que recebia o seu primogénito enquanto o pai da criança lutava contra um cancro terminal.
Julie K. Brown, do Miami Herald, recebeu uma menção honrosa pela sua reportagem, de há quase uma década, que chamou a atenção para os abusos de Jeffrey Epstein.
Os Prémios Pulitzer de Jornalismo reconhecem trabalhos realizados em 2025 por sites de notícias, jornais, revistas e agências de notícias nos Estados Unidos, em texto, fotografia e áudio, além de vídeos e gráficos.
Noutra cerimónia, os prémios de segunda-feira homenagearam também os livros, a música e o teatro.
Os Prémios Pulitzer foram instituídos no testamento do editor de jornais Joseph Pulitzer e atribuídos pela primeira vez em 1917.
Os vencedores recebem 15.000 dólares, e o prestigiado prémio de serviço público é uma medalha de ouro.
As decisões são tomadas pelo Conselho do Pulitzer, sediado na Universidade de Columbia, em Nova Iorque.
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