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Alentejo, um paraíso sob pressão

Tiago Carrasco 07 de maio de 2021 às 08:00

Em Odemira, as estufas não estão ligadas apenas à imigração ilegal, mas também a graves problemas ambientais. A poluição, o turismo sem regras e a especulação imobiliária são outras ameaças à costa alentejana, a mais intocada de Portugal.

Em Sines, os baluartes industriais disparam fumo para o céu dia e noite. É logo ali, na ribeira da Junqueira, a norte de Porto Covo, que começa o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina (PNSACV), o maior do País, área protegida que se estende pelos municípios de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo até à ponta de Sagres. Em Odemira, chovem acusações sobre a contaminação das águas pela expansão da agricultura intensiva. Em Vila do Bispo, os turistas espalham lixo e conduzem nas dunas. O apetite pela construção é transversal. "A preocupação é que os impactos sejam tão fortes que atinjam a riqueza da costa na biodiversidade bem como a economia existente, que é baseada num turismo de natureza", diz António Quaresma, historiador de 73 anos, especialista no Alentejo Litoral. Para Nuno Sequeira, da Quercus, o PNSACV é cada vez mais "uma região desprotegida".

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