Estado de direito está em "declínio" na Europa
Relatório que analisou o progresso do estado de direito em 22 países aponta para sinais graves de alerta.
Relatório que analisou o progresso do estado de direito em 22 países aponta para sinais graves de alerta.
Nawrocki foi eleito este domingo. Conservador, é apoiante da Ucrânia e defende a produção de energia nuclear. No que toca à política, opõem-se à vacinação obrigatória.
No seguimento do escrutínio, Nawrocki chegou a assinar um pacto, que incluía a recusa de subida de impostos, a defesa da moeda nacional (zloty) face ao euro e a rejeição da adesão da Ucrânia à NATO.
A disputa será feita entre o liberal Rafal Trzaskowski, e o conservador, Karol Nawrocki, apoiado pelo partido de direita Lei e Justiça (PiS).
O populismo europeu assente no tom nativista e antissistema tem dificuldade em credibilizar-se. O Chega não é exceção, mas vai tentar mitigar essa fragilidade.
Desde o início do ano, o NASK disse ter detetado mais de 10.000 contas em inglês e polaco que "tentavam influenciar as eleições, informando sobre a ameaça potencial de ataques terroristas a 18 de maio", dia das eleições.
A Europa enfrenta desafios internos e externos que ameaçam o seu projeto político e humano baseado na democracia, no Estado de Direito e nos direitos humanos.
Os recursos humanos, ao nível de magistrados do MP e oficiais de justiça, continuam escassos e a sua falta a fazer-se sentir diariamente nos tribunais e em particular nos departamentos próprios dos serviços do MP.
Lei da amnistia deverá ser aprovada na próxima semana, na sessão plenária do Congresso.
A previsão é de um relatório do European Council on Foreign Relations. Politólogo André Freire concorda, mas diz que direitas não são todas iguais. Europeias servem "para mandar mensagens aos governos nacionais".
Numa altura em que a implementação do Pacto Verde Europeu é fundamental para o combate às alterações climáticas e que a crise migratória continua sem uma resposta humanitária robusta, esta viragem à direita radical pode comprometer muito do trabalho desenvolvido até aqui e colocar em crise os valores fundacionais da União Europeia.
Despediu as chefias das empresas públicas de media, afastou o vice-procurador-geral, prendeu políticos no palácio presidencial. Na Polónia, o primeiro-ministro Donald Tusk está a entrar a pés juntos contra o legado de oito anos de governação dos populistas do PiS. O caminho tem vantagens - e riscos.
As eleições dividiram o país, mas um futuro governo de Donald Tusk não mudará o trajeto polaco: maior exército europeu, economia em crescendo e mais peso geopolítico na União Europeia. Retrato de uma potência em ascensão.
PiS terá vencido as eleições com 36,8% dos votos, segundo as projeções, mas o líder da oposição reclama vitória.
Os dois principais candidatos à vitória são o antigo presidente do Conselho Europeu Donald Tusk e Jaroslaw Kaczynski, líder do partido no poder.
As mais importantes e duras eleições legislativas na Europa em 2023 opõem os nacionalistas-conservadores do PiS, à procura de um inédito terceiro mandato, a toda a oposição. Toda? Não: a extrema-direita ainda pode ser decisiva.