Derrota de Ventura leva Chega a afinar estratégia
A seguir às eleições, André Ventura proclamou-se líder da direita, mas dirigentes admitem derrota mascarada. Fala-se de necessidade de reorganização, como Marine Le Pen em 2017.
A seguir às eleições, André Ventura proclamou-se líder da direita, mas dirigentes admitem derrota mascarada. Fala-se de necessidade de reorganização, como Marine Le Pen em 2017.
Ana Simões Silva anunciou em 19 de janeiro ter decidido desfiliar-se do Chega, passando a assumir o mandato como independente.
Apesar da demagogia de carregar garrafas de água e de haver dúvidas sobre a genuinidade da quantidade de precipitação que aparece num dos vídeos em que Ventura se “transveste” de Super Homem, Seguro venceu em toda as zonas atingidas pelas tormentas.
Newsletter no dia em que Portugal acorda com um novo Presidente da República
Diz que cresceu e que é líder da Direita, mas não ultrapassou a AD em número de votos, nem mobilizou o eleitorado. A derrota presidencial de Ventura foi das mais atípicas que há memória no Chega.
Ventura reconheceu a derrota nas Presidenciais, mas destacou o crescimento em termos de resultados e confirmou que já felicitou António José Seguro.
Candidato congratulou-se com o "maior resultado da história" do Chega.
O primeiro-ministro já falou com o Presidente da República eleito e pede uma oportunidade para governar durante "três anos e meio".
Trump mantém a estratégia do caos para neutralizar a Democracia, porque sabe que é nesse caos que pode prosperar com a sua incapacidade e incompotência para governar bem. Só assim pode continuar a confundir milhões de norte-americanos: porque confusão é controlo. Mas teve que somar novos momentos TACO, o principal deles em Minneapolis. Atacar e matar cidadãos norte-americanos nas ruas do seu próprio país foi linha vermelha que até parte da sua base identificou. Só os EUA podem travar os EUA.
É preciso abandonar a ilusão de que os EUA vão voltar a ser o que eram e começar a construir a nova ordem internacional. Por exemplo, através de espaços próprios de governação global, excluindo os Estados Unidos e a China.
A destruição estende-se muito para além do que algum órgão de comunicação social conseguiria retratar: estradas secundárias intransitáveis, habitações isoladas, empresas paradas, campos devastados, populações exaustas.
Ventura não ganhará. E talvez fosse desejável que fizesse um percurso semelhante ao de Paulo Portas: não para se diluir numa voz indistinta, mas para, defendendo uma visão mais populista da sociedade, abandonar a verve de ameaça direta à democracia que hoje o define.
Laura Fernández disse ser "uma democrata convicta" e "defensora da liberdade, da vida e da família".
Em 03 de janeiro de 2026, os Estados Unidos lançaram um ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Da Dinamarca ao Canadá, muitos dos tradicionais aliados dos EUA já foram ameaçados por Trump desde que regressou à Casa Branca. Chegou agora o momento do Ocidente o isolar?
Se, nesta segunda volta, André Ventura não crescer significativamente para lá dos seus territórios tradicionais, sobretudo contra um candidato socialista, a “liderança da direita” só servirá como ornamento.