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Derrota de Ventura leva Chega a afinar estratégia

Alexandre R. Malhado
Alexandre R. Malhado 11 de fevereiro de 2026 às 23:00

A seguir às eleições, André Ventura proclamou-se líder da direita, mas dirigentes admitem derrota mascarada. Fala-se de necessidade de reorganização, como Marine Le Pen em 2017.

De olhos postos no telemóvel, um parlamentar do Chega deslizava o dedo para atualizar o portal eleitoral da Secretária-Geral do Ministério da Administração Interna. Procurava saber os mais recentes resultados da segunda volta das eleições presidenciais, que opunha o líder do partido André Ventura a António José Seguro. “Isto dará para ultrapassar o PSD nas últimas eleições? Tem de dar, pelo menos isso”, comentava um deputado à SÁBADO, à porta do Hotel Marriott, quartel-general do Chega em todas as noites eleitorais. Com qualquer esperança de vitória a ser dissipada pelas projeções à boca das urnas, a cúpula do partido de direita radical procurava a métrica certa para a narrativa certa: se não dava para vencer, talvez desse para atingir a fasquia de dois milhões de votos e ultrapassar Luís Montenegro como a figura de direita mais votada em eleições.

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