A coragem de descansar
O problema nunca foi o Primeiro-Ministro descansar. Foi ter sentido necessidade de anunciar ao país que não o faria, como se trabalhar sem parar fosse certificado de empenho e tirar férias uma pequena deserção do dever.
O problema nunca foi o Primeiro-Ministro descansar. Foi ter sentido necessidade de anunciar ao país que não o faria, como se trabalhar sem parar fosse certificado de empenho e tirar férias uma pequena deserção do dever.
A advogada Mafalda Coimbra considera que a lei portuguesa "está bem formulada". Ainda assim, ainda existem muitos trabalhadores que continuam a responder a mensagens e emails fora do horário de trabalho ou durante as férias: "Existe medo de represálias".
O “melhor amigo”, “case comigo”, “porque não me convida para esses jogos?”. Como as mensagens de políticos, diplomatas e membros da realeza europeia trocadas com um dos mais conhecidos abusadores sexuais do mundo provocam crises políticas, originam demissões e retiradas de títulos.
Uns pais revoltavam-se porque a greve geral deixou os filhos sem aulas. Outros defendiam que a greve é um direito constitucional. Percebi que estávamos a debater um dos pilares mais sensíveis das democracias modernas: o conflito entre direitos fundamentais.
Nuno Figueiredo e Sousa, até aqui sem perfil público, preside à nova associação que tem poder para paralisar as urgências. "Dr. Lipito", a alcunha dada por amigos, é de Chaves e formou-se em Espanha. Faz "50 a 60 horas" por semana, diz à SÁBADO. Quer limitar os intermediários através dos quais os hospitais contratam tarefeiros.
A Administração de Serviços Gerais deu um prazo até final desta semana aos funcionários, que geriam espaços de trabalho do governo, para aceitarem ou recusarem a reintegração.
Urgências fechadas, grupos de WhatsApp para combinar inflação de preços, bases de dados suspeitas: como uma manobra orçamental de Sócrates viciou o SNS em prestadores e criou um negócio milionário para as multinacionais de recrutamento. Só este ano, até agosto, foram pagos €230 milhões. Uma única empresa já faturou €56 milhões, desde 2009.
Estudo concluiu que profissionais mais novos, até aos 29 anos, são os que têm a perceção mais positiva da ética e valores das organizações, do ambiente psicossocial e do compromisso com a liderança, caracterizando-a como assertiva.
Siza Vieira fez o projeto. E haverá uma inauguração virtual do monumento evocativo de Vasco Gonçalves a 5 de outubro, na Alameda, em Lisboa. Plano da Associação Conquistas da Revolução é fazer um crowdfounding para a estátua e oferecê-la à cidade.
O sistema terá todos os defeitos de uma solução que é uma permanente construção, feita de equilíbrios frágeis. Mas a alternativa, já o devíamos saber bem, é uma noite escura de medo, de desigualdade, de perda de direitos e empobrecimento.
A Associação Conquistas da Revolução não vai deixar cair a ideia de homenagear Vasco Gonçalves. Já há uma maqueta de um busto feito por Siza Vieira, que será apresentado num jantar a 21 de abril, para o qual Carlos Moedas será convidado.
A importância das férias é, hoje, inegável e França foi farol para que outros países, com importantes e significativas excepções, fossem progressivamente assumindo as férias pagas.
Ver o desfile dos devedores do BES no parlamento é uma viagem deprimente ao submundo das negociatas, interesses e amizades cruzadas que ditam muito mais na vida que o mérito.
Metade das 14 férias de luxo foi paga por Santos Silva no período em que Sócrates era primeiro-ministro. As férias mais caras foram mesmo as primeiras: uma viagem a Menorca, nas ilhas Baleares, em Espanha, entre 1 e 15 de agosto de 2008, custou 51 766 euros.
Funcionário de um banco, em Taiwan, encontrou uma fórmula para conseguir mais dias de férias pagas. Foi apanhado pela empresa e, no fim, quase conseguia uma indemnização.
Não tinha rendimentos além dos de primeiro-ministro mas dinheiro não lhe faltava: para gastos pessoais e também para distribuir pela família e amigas. O dinheiro vinha do testa-de-ferro Santos Silva. Leia as explicações que Sócrates deu ao juiz Ivo Rosa