Bondades e manhas do político à míngua de água
Há, contudo, coisas sem perdão e entre elas contam-se deixar as gentes na penúria de água ou no desalento da terra queimada.
Há, contudo, coisas sem perdão e entre elas contam-se deixar as gentes na penúria de água ou no desalento da terra queimada.
A estafada reforma da justiça é uma gritaria ignorante entre as várias inércias do sistema.
A indemnização ao ex-primeiro-ministro é um preço muito baixo para os ganhos de transparência que a quebra do segredo de justiça trouxe no plano político e moral.
António Guterres continua a receber a subvenção. Também Sócrates, Miguel Relvas ou Jerónimo têm direito à mesma. Consulte aqui a lista completa e os valores.
Portugal não tem uma cultura patriótica, não conhece a sua história, não tem valores sobre a sua identidade, despreza a língua portuguesa, e torna-se palco da manipulação sistemática nas redes sociais. Com uma excepção perversa: o futebol.
Nos últimos tempos, esta exposição pública dos casos tornou-se regra até para as situações envolvendo pessoas anónimas, bastando para tanto que os acontecimentos tenham algum grau de espectacularidade, normalmente por más razões.
João Paulo Batalha, vice-presidente da Frente Cívica, discorda da decisão do tribunal que condenou o Estado português a pagar 15 mil euros a José Sócrates por violação de segredos de justiça.
Entre a herança de 1776, o pecado original, a polarização política, o impacto de Donald Trump e o papel dos imigrantes portugueses, o politólogo Paul Christopher Manuel analisa os desafios atuais dos Estados Unidos.
A indemnização é consequência de má administração da justiça no processo Operação Marquês.
Procuradores pediram autos de busca à casa e ao gabinete de Vítor Escária. Ex-chefe de gabinete de António Costa em São Bento é suspeito de tráfico de influências.
A exposição mediática das atribulações do caso que tem como principal arguido o ex-primeiro-ministro já motivou uma primeira reforma das leis processuais penais - e vêm mais mudanças a caminho.
O País só mexeu neste círculo vicioso à força, sob alçada da troika e de Pedro Passos Coelho, mas o sistema refugiou-se depois nos alçapões das novas regras e continua vivo. Alimenta-se a clientela, mas também a perceção de que "são todos iguais" e o populista “eles querem é tacho”. É pena darem-lhes assim razão. Ninguém propôs sequer seriamente, PS ou PSD, tapar os buracos que permitem a continuação deste carrossel que envergonha ambos. Mas, pelo menos, já nos poupavam à exibição pública de moralidade fake.
No requerimento, o ex-primeiro-ministro adiantou que o que se tem passado em relação ao que designa de "carrossel de advogados" "não é uma sucessão de incidentes processuais isolados", mas sim "um processo contínuo de compressão" das suas "garantias de defesa", cuja responsabilidade atribui "exclusivamente às decisões do Tribunal".
A newsletter desta terça-feira.