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Urgência de obstetrícia do Barreiro vai fechar

Lusa 11:21
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A governante defende que os profissionais de saúde do Hospital Barreiro foram sujeitos a um "esforço desumano" quando as três urgências de obstetrícia de Setúbal funcionaram em modelo de rotatividade.

A urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital do Barreiro vai encerrar, no âmbito da entrada em funcionamento em março da nova urgência regional para a Península de Setúbal, confirmou esta terça-feira a ministra da Saúde.

Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, fala sobre urgências regionais
Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, fala sobre urgências regionais MIGUEL A. LOPES/LUSA

"A urgência do Barreiro vai fechar porque não tem condições para se manter aberta", afirmou Ana Paula Martins, que está a ser ouvida na comissão parlamentar de saúde.

A governante referiu aos deputados que os profissionais de saúde do Hospital Barreiro foram sujeitos a um "esforço desumano" quando as três urgências de obstetrícia da Península de Setúbal funcionaram em modelo de rotatividade, devido à falta de médicos para assegurar o funcionamento de todos os serviços.

Ana Paula Martins salientou ainda que o encerramento da urgência do Barreiro não significa que o serviço de obstetrícia e ginecologia, que tem "áreas altamente" diferenciadas, "deixe de fazer o seu trabalho e que deixem de se realizar partos programados" nesse hospital.

"Vão continuar a nascer bebés no Barreiro, obviamente. Nem todos os partos são em urgência", realçou a ministra.

A urgência regional de obstetrícia e ginecologia da Península de Setúbal vai funcionar no Hospital Garcia de Orta, com a ministra a prever que possa entrar em funcionamento em março, e será criada uma segunda urgência desse tipo envolvendo as unidades locais de saúde de Vila Franca de Xira e Beatriz Ângelo.

Na audição parlamentar, Ana Paula Martins reconheceu também a sua responsabilidade no atraso da publicação do Quadro Global de Referência do Serviço Nacional de Saúde para os próximos anos, adiantando que pretende que esse referencial de indicadores se estenda até 2028.

Segundo referiu, este atraso não impede que, durante este primeiro trimestre, as unidades locais de saúde já "tenham uma ideia" dos indicadores assistenciais a que vão ter de dar resposta, tendo em conta o histórico da procura dos cuidados de saúde, prevendo que o processo de contratualização com os hospitais decorra até final de março.

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