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Álvaro Almeida respondeu a questões levantadas pelos deputados na comissão parlamentar de Saúde.
O diretor executivo do SNS negou esta quarta-feira haver falta de macas nos hospitais, mas reconheceu que a permanência das ambulâncias nas urgências foi excessiva em 14 hospitais em janeiro, apesar de os tempos de espera dos utentes terem baixado.
Álvaro Almeida, diretor executivo do SNSLusa
Álvaro Almeida respondia a questões levantadas pelos deputados na comissão parlamentar de Saúde, onde foi ouvido a pedido do Chega sobre a capacidade de resposta do Sistema de Emergência Médica, após casos de atrasos no socorro do INEM, incluindo a morte de um homem de 78 anos no Seixal no início de janeiro, que aguardou cerca de três horas por atendimento.
O diretor executivo destacou que os hospitais reforçaram as macas em 2024, na sequência de um despacho da secretária de Estado da Saúde, e voltaram a reforçar em outubro de 2025, adquirindo cerca de 100 macas no total, pelo que a falta de macas que existia no passado já está resolvida.
Sobre profissionais da área do socorro alertarem que a falta de macas pode comprometer a resposta, Álvaro Almeida afirmou que os profissionais conhecem "a realidade do INEM", mas não conhecem "a realidade do lado dos hospitais".
"Disseram que havia falta de macas, mas isso é explicado pelo facto de no passado isso ter acontecido e, provavelmente, esses profissionais, estavam a referir-se à situação do passado, mas que já não é a situação atual", referiu.
Mas, ressalvou, "o facto de não haver falta de macas não significa que não haja tempos de permanência das ambulâncias nas urgências, às vezes excessivos".
A este propósito revelou que na primeira semana de janeiro, quando ocorreram a maior parte dos casos, a Direção Executiva do SNS identificou 14 urgências hospitalares, num total de 83, em que os tempos de retenção foram superiores a uma hora, chegando nalguns casos às duas horas.
Segundo Álvaro Almeida, esta situação acontece porque, quando uma ambulância chega a um hospital, "não pode, pura e simplesmente, deixar ali o doente e ir embora".
É necessário fazer o processo de admissão e, em alguns casos, só podem entregar o doente depois da triagem e noutros só depois da primeira observação médica, nomeadamente em trauma, um processo que demora tempo.
O responsável salientou que na primeira semana de janeiro os tempos de espera nas urgências estiveram acima do normal, assim como os tempos de permanência das ambulâncias.
"É verdade que no dia 6 de janeiro [dia em que morreu o homem no Seixal], em Almada, os tempos nem estavam muito acima do normal. Estavam ligeiramente acima, cerca de 10%. Era um dia de pressão, mas não particularmente mau", mas, afirmou, "o tempo entre a admissão e a triagem era de cerca de 46 minutos".
"Obviamente, se houver duas ambulâncias ao mesmo tempo, a segunda vai esperar hora e meia. Portanto, sim, é um tempo excessivo", admitiu Álvaro Almeida.
Segundo explicou, este problema não se resolveu nos 14 casos identificados porque, do ponto de vista físico, não há capacidade para aumentar a triagem: "São hospitais onde só há espaço para entrar uma maca de cada vez, o que significa que, se chegarem duas ou três ambulâncias, a segunda e a terceira terão de esperar mais do que seria desejável".
Quanto a soluções, Álvaro Almeida disse que, a curto prazo, não é possível deitar abaixo o hospital e fazer uma urgência nova, mas pode reduzir-se os tempos de espera que estão a melhorar.
Revelou que os tempos de espera nas urgências hospitalares, entre a triagem e a primeira observação, no período de 01 de outubro de 2025 a 31 de janeiro, baixaram 3% face à época anterior.
"Na época anterior já tinha havido uma grande redução do tempo de espera, porque quando comparamos com 23-24, a redução do tempo de espera é de 17%", salientou.
Mesmo nos primeiros dias de janeiro, quando ocorrerem os casos de atrasos no socorro, que foram "os dias de maior pressão" nesta época de inverno, a redução face ao ano passado foi 3% e de 14,5% comparativamente a 2023/24, elucidou.
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