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Superficialidades desenvoltas - Parte I

Alcindo "não se constrói como um close up de 17 jovens neonazis, mas como um grande plano sobre Portugal". Este foi o filme que Miguel Dores, os colaboradores mais próximos (Filipe Casimiro, operador de câmara, e Beatriz Carvalho, psicóloga do ISPA) e a produtora Maus da Fita realizaram. Diogo Ramada Curto (DRC), a avaliar pelos textos que escreveu no Contacto viu outra coisa.

O documentário de Miguel Dores —Alcindo— não é apenas uma abordagem à noite em que Alcindo Monteiro foi assassinado por um grupo deskinheads. Procura também identificar as configurações racistas, anteriores e posteriores à madrugada de 10 para 11 de Junho de 1995, que subjazem à produção do discurso político (e não me refiro apenas, nem sobretudo, ao discurso dos políticos).

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