Candidato apoiado pelo PS esteve numa receção na Câmara Municipal de Gavião, no distrito de Portalegre.
O candidato presidencial António José Seguro pediu esta sexta-feira uma oportunidade para se mostrar ao serviço "num alto cargo da nação", estimando que para tal precise de 2,5 milhões de votos dos portugueses na segunda volta.
António José Seguro, candidato às PresidenciaisDR
"Eu nunca tive a oportunidade de servir num alto cargo da nação para mostrar aquilo que sou capaz de trabalhar para oferecer a este país. Estou convencido, estou convicto, estou mesmo seguro de que vai ser desta vez", disse hoje o candidato apoiado pelo PS numa receção na Câmara Municipal de Gavião, no distrito de Portalegre.
Após receber o convite do presidente da autarquia, o socialista António Severino, para visitar o concelho enquanto Presidente da República, Seguro aceitou "com gosto", mas salientou que isso não depende só de si.
"Não vai depender só do meu voto, mas se depender dele serei eleito Presidente da República. Espero que isso possa alastrar a, pelo menos, dois milhões e meio de portugueses, que me possam confiar a Presidência da República", referiu.
Mais tarde, em declarações aos jornalistas, Seguro clarificou que os 2,5 milhões de votos são o valor estimado necessário para vencer na segunda volta.
"Tomara eu que já acontecesse na primeira volta, poupávamos ao país uma segunda volta. Mas as contas são para a segunda volta. O Presidente da República é eleito com metade e mais um dos votos dos portugueses", disse.
No discurso na Câmara da vila alentejana, pediu "uma oportunidade" para servir no mais alto cargo político nacional, mas voltou a frisar que não precisa de "aprender no cargo", pois chega "preparado".
"Tem que se escolher alguém com experiência, que não venha aprender no cargo. Alguém que não seja um radical, que não seja um extremista, porque um dos papéis do Presidente da República é unir os portugueses, é uni-los em torno de um projeto", frisou.
Antes, já tinha reconhecido que "algumas pessoas confundem moderado com não fazer nada" e "deixar tudo na mesma".
"Estão enganados. Se querem alguém para deixar tudo na mesma, então votem noutros. Eu estou aqui para melhorar o que está bem e para mudar, mas mudar a sério, aquilo que está mal", referiu, apontando novamente ao setor da saúde.
Num discurso feito debaixo do retrato oficial do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, António José Seguro autointitulou-se de "teimoso" por insistir em certos temas de campanha.
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António José Seguro defende que o Governo tem de 'parar de correr atrás do prejuízo'
"Temos é que organizar a nossa economia, organizar as nossas relações sociais, a fruição cultural, o acesso a bens essenciais como, por exemplo, a saúde, de acordo com esses novos tempos", frisou, considerando que "é muito difícil explicar isto numa campanha eleitoral".
Para Seguro, a campanha está "muito centrada no ruído, muito centrada em mensagens muito simples, muito centrada em combates estéreis, muitas das vezes, entre os adversários".
"Mas eu sou um teimoso e quero insistir neste debate mais factual, mais sério, mais substantivo, porque é ele que nos pode levar e conduzir à tal melhoria da vida das pessoas", assinalou.
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