António José Seguro afirmou que "a democracia vive da participação, e a participação exige confiança, e essa confiança constrói-se todos os dias".
O candidato presidencial António José Seguro prometeu este domingo o regresso das presidências abertas e de proximidade, caso seja eleito, pretendendo "mudar o debate público" e exercer o cargo com "elevação, serenidade", sem "política espetáculo".
Seguro, candidato a Presidente, discursa sobre o regresso das presidências abertasJOSÉ COELHO/LUSA
"Serei o Presidente que vai ao encontro das pessoas, não apenas só em campanha, mas em todo o mandato. Regressarei às presidências abertas e às presidências de proximidade em todo o território nacional", disse hoje António José Seguro na apresentação da sua Comissão de Honra, que decorreu hoje num hotel em Lisboa.
António José Seguro afirmou que "a democracia vive da participação, e a participação exige confiança, e essa confiança constrói-se todos os dias" e, para isso, é preciso "mudar o debate público, dos ruídos aos factos".
Segundo o candidato apoiado pelo PS, atualmente vive-se "numa era de emoções manipuladas, perceções amplificadas e desinformação".
"O país não se governa com base em medos fabricados nem em 'slogans' vazios. O debate democrático exige rigor, exige dados e exige honestidade intelectual. Como Presidente, serei um defensor intransigente da verdade, do conhecimento, da ciência, da evidência científica e de uma informação responsável, sem populismos e sem simplificações perigosas", assinalou.
Anteriormente, Seguro já tinha salientado que "a democracia funciona, mas com contrapesos e com equilíbrio".
"Sem guerras ideológicas estéreis, sem a política como espetáculo permanente, com menos arrogância, menos insulto, menos política espetáculo, mais diálogo, mais respeito, mais sentido de serviço público e mais ética", assinalou.
O candidato comprometeu-se ainda a "exercer a presidência com elevação, serenidade e independência".
"A democracia não se fortalece com gritos nem com divisões artificiais. Fortalece-se com instituições credíveis, com debates sérios e com líderes que sabem escutar, ouvir e dialogar", frisou.
Para o antigo líder do PS, é necessário "mudar a relação entre eleitos e eleitores", alertando para "uma fratura perigosa".
"Muitos cidadãos sentem que só contam de quatro em quatro ou cinco em cinco anos. Isso enfraquece a nossa democracia. Eu quero ser um Presidente próximo, presente no território, atento às comunidades, disponível para ouvir", garantiu.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República. A campanha eleitoral decorre de 04 a 16 de janeiro.
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