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Santo Tirso e Trofa destruíram desde Janeiro 150 ninhos de vespa asiática

17 de agosto de 2018 às 15:52
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Esta espécie predadora foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus, em França, em 2004. Os primeiros indícios da sua presença em Portugal surgiram em 2011, mas a situação só se agravou a partir do final do ano seguinte.

Os municípios de Santo Tirso e Trofa destruíram, entre si, 150 ninhos da vespa asiática desde Janeiro de 2018, uma luta que o presidente da Associação de Apicultores do Cávado e Ave (APICAVE) disse ser interminável.

"Não há nenhum meio seguro que garanta a sua extinção", afirmou à Lusa Franquelim Marque, para quem é na forma "como se controla" esta praga que reside a possibilidade de "não acumular prejuízos".

Para o dirigente associativo, o trabalho das câmaras na destruição dos ninhos é "fundamental", tendo permitido que, em Santo Tirso, distrito do Porto, tenham sido destruídos 110 dos 118 ninhos registados desde o início do ano.

Na Trofa, município vizinho, o número de ninhos eliminados foi de 40, explicando a autarquia que "a diminuição em 2018 teve a ver com a limpeza florestal realizada", bem como com o "prolongamento do tempo frio e das chuvas, uma vez que a vespa velutina prolifera no início do calor".

Embora considere tratar-se de "um problema de saúde pública e com efeitos na biodiversidade ", ainda assim, para o presidente da APICAVE, a vespa asiática está "no quarto lugar nos factores que mais prejudicam a apicultura", elencando como primeiro os incêndios florestais.

Responsável de uma associação com "420 associados e cerca de 20 mil colmeias" situadas entre os leitos dos rios Cávado e Ave, Franquelim Marques explicou que, na tentativa de minimizar os efeitos da acção das vespas, cada apicultor "tem um custo adicional, por colmeia, de 20 euros por ano".

A vespa velutina é uma espécie asiática com uma área de distribuição natural pelas regiões tropicais e subtropicais do Norte da Índia ao leste da China, Indochina e ao arquipélago da Indonésia, sendo a sua existência reportada desde 2011 na região Norte de Portugal.

Os principais efeitos da presença desta espécie não indígena manifestam-se na apicultura, por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas, e também na saúde pública, porque, embora não sendo mais agressivas do que a espécie europeia, reagem de modo mais agressivo se sentirem os ninhos ameaçados, podendo fazer perseguições até algumas centenas de metros.