Cerimónia de inauguração desta obra pedida pela Câmara da Amadora, distrito de Lisboa, decorreu este sábado, no dia em que se comemora o 25 de Abril.
Uma escultura em betão do rosto Mário Soares, assinada por Vhils, foi este sábado inaugurada na Amadora, tendo a filha do antigo Presidente da República pedido que se lute para que a "liberdade continue" e a memória não se apague.
Vhils apresenta a sua obraLusa
A cerimónia de inauguração desta obra pedida pela Câmara da Amadora, distrito de Lisboa, decorreu hoje, no dia em que se comemora o 25 de Abril, no Parque da Liberdade, contando com a presença, entre outras figuras, do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, e família de Mário Soares, entre eles os filhos João Soares e Isabel Soares.
Isabel Soares, presidente da Fundação Mário Soares e Maria Barroso, pediu que se continue "a lutar para que a liberdade continue, para que a democracia continue".
"E para que não apague a memória. É fundamental que não se apague a memória e que se passe isso aos nossos jovens, é importante que eles saibam o que é que se viveu antes do 25 de Abril para que não voltemos ao passado", pediu.
A filha de Mário Soares elogiou a obra de Vhils, uma escultura em betão que "assume a forma de um diorama de grande escala" e que tem cerca de cinco metros de comprimento, 2,5 metros de altura e um peso aproximado de sete toneladas.
"É uma peça lindíssima que retrata o nosso pai com o seu sorriso luminoso e o seu olhar sempre confiante, sempre otimista. Era ele que nos dava ânimo e coragem quando íamos visitar as cadeias do Aljube e de Caxias, nunca o vimos abatido, nunca o vimos triste", recordou Isabel Soares.
A presidente da Fundação Mário Soares e Maria Barroso recordou o lema do seu pai de que "só é vencido quem desiste de lutar".
A primeira pessoa a discursar foi o artista, Alexandre Farto, que é conhecido por Vhils, que destacou Mário Soares e todo o seu percurso.
"Conseguiu criar pontes onde ninguém as conseguia ver e uma democracia que também ninguém conseguia ver porque era tudo do zero", elogiou.
Apesar dos problemas e dos desafios do início da democracia, a esperança do artista é que a próxima geração consiga "fazer 20 ou 30%" do que fez a geração dos seus pais, dos seus avós e de Mário Soares.
"Já conseguíamos uma grande vitória. E é só isso que eu quero, é que a próxima geração consiga fazer os 20% do que já foi feito antes", pediu, recordando o seu percurso, a sua ligação à saúde e às escolas públicas e a forma como Mário Soares marcou a sua própria vida.
A fechar os discursos esteve o presidente da Câmara da Amadora, Vítor Ferreira, que considerou que, através da "técnica única" de Vhils, "Mário Soares fica agora gravado na paisagem da Amadora tal como ficou gravado na história de Portugal".
"Evocar Mário Soares é, por isso, celebrar não apenas um homem, mas a própria conquista da dignidade democrática e a afirmação de um país livre, plural e voltado para o futuro", elogiou, apelidando-o como um dos "principais obreiros do Portugal democrático".
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