Sábado – Pense por si

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes Jornalista
08 de junho de 2026 às 23:00

Os limites do “vai mas é trabalhar”

Os apoios públicos dirigidos aos mais frágeis devem ter deveres e controlo, mas há argumentos que sugerem a necessidade de cuidado antes de forçar as pessoas ao trabalho comunitário.

A ideia de impor trabalho comunitário a quem recebe uma prestação do Estado para a qual não contribuiu - rendimento social de inserção, subsídio social de desemprego - tem um apelo sedutor. Por um lado, moraliza-se o sistema. Em vez de receber sem contrapartida, o beneficiário assume um compromisso de reciprocidade. Por outro, ao mitigar o isolamento da inação dá-se uma cana com o peixe: as pessoas são “ativadas”, saindo mais depressa da dependência para o mundo do trabalho. O Estado, de caminho, poupa.

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