PSD de Loures contra movimento de André Ventura manifesta apoio a Rui Rio

Lusa 04 de outubro de 2018
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O PSD de Loures anunciou hoje que não se revê nos "motivos, razões e objectivos" que o vereador André Ventura invoca para lançar um movimento destinado à convocação de um Congresso extraordinário no PSD.

O PSD de Loures anunciou hoje que não se revê nos "motivos, razões e objectivos" que o vereador André Ventura invoca para lançar um movimento destinado à convocação de um Congresso extraordinário no PSD.

André Ventura na CMTV
André Ventura na CMTV
A Comissão Política do PSD de Loures escreve em comunicado que "não se revê nos motivos, razões e objectivos de tal movimento" e manifesta "apoio e solidariedade à actual Comissão Política Nacional do PSD e ao seu presidente eleito democraticamente", Rui Rio.

O movimento anunciado pelo autarca de Loures André Ventura, denominado Chega, ficou 'online' no dia 27 de Setembro, e inclui um espaço para a recolha das 2.500 assinaturas necessárias à convocação de um Congresso extraordinário do PSD.

"O Movimento Chega pretende reunir subscrições de militantes e simpatizantes do PSD de todo o país, promovendo um Documento Estratégico Global que será entregue em todas as distritais", é referido no comunicado de André Ventura enviado à Lusa na semana passada.

De acordo com o texto, a destituição de Rui Rio "não é um fim em si mesma", mas "um passo fundamental para recentrar o partido no trilho do seu espaço político natural e para reconquistar os militantes e simpatizantes antes dos importantíssimos actos eleitorais de 2019".

Para o PSD de Loures, esta posição de André Ventura enquadra-se apenas no exercício da sua militância partidária.

Também o líder da distrital de Lisboa do PSD, Pedro Pinto, se demarcou do processo de recolha de assinaturas para a destituição de Rui Rio pelo autarca André Ventura, na reunião desta estrutura que se realizou na semana passada.

O próximo Congresso ordinário do PSD deverá realizar-se em Fevereiro de 2020 e para se reunir extraordinariamente terá de ser convocado a pedido de 2.500 militantes.

Uma vez que o presidente do PSD é eleito directamente pelos militantes, um Congresso extraordinário não tem poderes electivos, mas poderá ser palco de apresentação de moções de censura ou confiança à Comissão Política Nacional.

"A aprovação de uma moção de censura exige o voto favorável da maioria absoluta dos membros presentes da assembleia competente, desde que o número destes seja superior à maioria absoluta dos membros em funções, e implica a demissão da Comissão Política", estabelecem as normas do PSD.
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