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Portugal prepara envio de 50 pessoas para apoiar operações de socorro na Venezuela

Segundo esclareceu o ministro da Presidência, Leitão Amaro, "o envio será [feito] o mais rápido possível".

Quatro Ministérios estão esta quinta-feira a preparar o envio da equipa portuguesa de apoio às operações na Venezuela de cerca de 50 pessoas, que incluirá especialistas em resgate, elementos do INEM e da Unidade de Emergência e Socorro da GNR.

Ministro da Presidência, Leitão Amaro
Ministro da Presidência, Leitão Amaro MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Na conferência de imprensa no final da reunião de Conselho de Ministros, o ministro da Presidência detalhou a constituição desta equipa, que tinha sido anunciada minutos antes pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, através da rede social X.

De acordo com Leitão Amaro, "o envio será o mais rápido possível".

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Administração Interna, a Defesa Nacional e a Saúde estão agora com as suas entidades reunidas para preparar a deslocação de uma equipa, exatamente a partir do aeroporto, que se estima ser cerca de 50 pessoas, muito focadas nas capacidades de apoio ao resgate, envolvendo pessoas do INEM, equipas de resgate, equipas da Unidade de Emergência e Socorro da GNR, com capacidade e experiência já em cenários semelhantes como, por exemplo, os terremotos na Turquia", disse.

António Leitão Amaro transmitiu a "profunda consternação" do Governo português pelas vítimas mortais na sequência dos dois sismos desta madrugada na Venezuela, incluindo uma já identificada de nacionalidade portuguesa, anunciada antes pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"A nossa disponibilidade para a solidariedade e para a ajuda não termina aqui", assegurou Leitão Amaro, destacando a grande ligação de Portugal à Venezuela.

Questionado sobre eventuais pedidos de repatriamento, o ministro disse não ter informação de que existam para já, mas afirmou que também fazem parte do planeamento de Portugal "caso sejam necessários".

"Temos um dispositivo para tratar o que for necessário nesse plano de repatriamento, se houver necessidade, o nosso esforço e a nossa disponibilidade para a solidariedade não termina com esta equipa", disse.

A primeira equipa que irá ser enviada vai estar, segundo o ministro, "muito focada nos trabalhos de emergência e ajuda humanitária".

Leitão Amaro acrescentou que há também "uma interação com o Governo Regional da Madeira", que tem uma grande comunidade emigrante na Venezuela.

"Os portugueses estão ao lado dos portugueses que estão na Venezuela e dos venezuelanos e das suas autoridades neste momento muito difícil", disse.

Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos, segundo balanço oficial provisório.

O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas.

Cinco portugueses, quatro dos quais da mesma família, estão desaparecidos em La Guaira, na Venezuela, onde dois sismos causaram na quarta-feira dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

Na Venezuela vive uma das mais importantes comunidades portuguesas no mundo e a segunda maior da América Latina. É maioritariamente oriunda do arquipélago da Madeira, mas também da região centro (Aveiro) e norte (Porto) do país, segundo dados oficiais.

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