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O paradoxo da longevidade: estamos preparados para viver mais?

Portugal nunca teve uma esperança de vida tão elevada, mas a boa notícia acaba por aumentar a pressão para responder a um novo desafio: garantir que os anos “extra” são vividos com saúde e não em modo sobrevivência.

Se durante muito tempo o grande objetivo da medicina passou por evitar mortes prematuras, em larga medida consegui atingi-lo. Portugal tem hoje uma esperança de vida de 82,7 anos, um ano acima da média europeia, e regista bons resultados em áreas como a chamada mortalidade evitável e o controlo de várias doenças crónicas. Mas os ganhos em longevidade estão a trazer um novo desafio: viver mais não significa necessariamente viver melhor.

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