Sábado – Pense por si

Parlamento: as tarefas e mordomias dos vices

Sara Capelo
Sara Capelo 13 de fevereiro de 2022 às 18:07

Têm gabinete junto ao do Presidente, recebem 965 euros de despesas de representação. E substituem-no nas tarefas em plenário, em audiências e saídas que este não pode ou não quer fazer.

José Sócrates era primeiro-ministro. No plenário, a discussão era sobre o TGV e uma ligação a Espanha. O chefe de governo apontou a Guilherme Silva, que conduzia os trabalhos. Lembrou-lhe que tinha estado a representar o presidente da Assembleia da República (PAR) numa cimeira ibérica e não tinha manifestado a mesma posição do seu partido, o PSD. O social-democrata respondeu-lhe: “Eu aqui estou a cumprir a função de PAR e pensava que estava a falar com o primeiro-ministro. Afinal é com o secretário-geral do PS.” Sócrates fez uma colagem política a uma função que tem estado no centro do debate com a candidatura de Diogo Pacheco de Amorim, do Chega – e a promessa da esquerda de vetar o nome.

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Dez observações sobre a greve geral

Fazer uma greve geral tem no sector privado uma grande dificuldade, o medo. Medo de passar a ser olhado como “comunista”, o medo de retaliações, o medo de perder o emprego à primeira oportunidade. Quem disser que este não é o factor principal contra o alargamento da greve ao sector privado, não conhece o sector privado.

Adeus, América

Há alturas na vida de uma pessoa em que não vale a pena esperar mais por algo que se desejou muito, mas nunca veio. Na vida dos povos é um pouco assim também. Chegou o momento de nós, europeus, percebermos que é preciso dizer "adeus" à América. A esta América de Trump, claro. Sim, continua a haver uma América boa, cosmopolita, que gosta da democracia liberal, que compreende a vantagem da ligação à UE. Sucede que não sabemos se essa América certa (e, essa sim, grande e forte) vai voltar. Esperem o pior. Porque é provável que o pior esteja a chegar.