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O abastecimento de água está totalmente restabelecido no concelho de Coimbra e o fornecimento de eletricidade está ainda condicionado para 2.400 habitações, revelou esta sexta-feira a Câmara.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, durante a visita às oficinas dos SMUTC, afetadas pela depressão Kristin.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, durante a visita às oficinas dos SMUTC, afetadas pela depressão Kristin. Paulo Novais/Lusa

"O Município de Coimbra informa que o abastecimento de água já se encontra totalmente restabelecido em todo o concelho e que o número de habitações sem fornecimento de eletricidade foi significativamente reduzido, passando de cerca de 10.000 para 2.400, devido aos trabalhos de reposição em curso, na sequência da passagem da depressão Kristin".

Numa nota enviada à agência Lusa, a Câmara recordou que, no pico da ocorrência, cerca de 1.000 habitações ficaram sem água, situação maioritariamente causada pela falta de energia elétrica nas estações elevatórias".

"No que se refere ao fornecimento de eletricidade, permanecem 2.400 habitações afetadas, sobretudo nas zonas de Casal dos Penedos, Anaguéis, Abelheira, Trémoa, Mourelos, Zona Industrial da Pedrulha, bem como em cerca de metade de Almalaguês e Moinho de Vento, segundo informações da E-Redes".

As situações mais complexas, de acordo com a Câmara, "associadas a danos em postos de média e alta tensão, encontram-se já resolvidas, mantendo-se todos os esforços para a rápida reposição da eletricidade nas restantes habitações".

A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, sublinhou, na nota, que "está a ser feito um trabalho de grande proximidade com as entidades responsáveis, com o objetivo de devolver os serviços essenciais às populações com a maior brevidade possível, garantindo sempre a segurança dos operacionais", apelando ainda à compreensão e paciência da população.

A depressão provocou no concelho de Coimbra cerca de 600 ocorrências, nomeadamente quedas de árvores e de estruturas, inundações e danos em infraestruturas elétricas, afetando temporariamente serviços essenciais como a eletricidade e o abastecimento de água.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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