Comitiva madeirense é constituída por seis operacionais do Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC), 11 dos corpos de bombeiros da região autónoma e um médico da Equipa Médica de Intervenção Rápida (EMIR).
A Madeira está pronta para enviar 18 operacionais para a Venezuela, que integrarão uma força conjunta especializada em operações de busca, localização e salvamento de vítimas, na sequência dos sismos que atingiram o país, anunciou esta sexta-feira o Governo Regional.
Moradores vasculham entre os escombros depois de dois sismos terem atingido a VenezuelaFoto AP/Ariana Cubillos
"A missão enquadra-se nos princípios de solidariedade, cooperação internacional e assistência humanitária, contribuindo para o reforço da capacidade de resposta em cenários de catástrofe de elevada complexidade", salientou a Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil, numa nota enviada às redações.
A comitiva madeirense é constituída por seis operacionais do Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC), 11 dos corpos de bombeiros da região autónoma e um médico da Equipa Médica de Intervenção Rápida (EMIR), informou o executivo madeirense (PSD/CDS-PP).
"A composição multidisciplinar da nossa equipa permite assegurar capacidades complementares de busca e salvamento, apoio médico, reconhecimento aéreo, telecomunicações, comando e coordenação operacional", afirmou o presidente do SRPC, Richard Marques, citado na nota.
A Força Operacional Conjunta, que também integra elementos dos Açores, "será projetada com capacidade de autossuficiência logística para um período correspondente à duração da missão, estimada em 12 dias, garantindo alojamento, alimentação, abastecimento de água, comunicações, apoio sanitário e material operacional na área dos escoramentos, levando ao cumprimento das tarefas atribuídas".
O Governo Regional não adiantou, porém, quando é que os operacionais chegam à Venezuela.
Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 589 mortos e 2.980 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos nove portugueses e luso-descendentes.
Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
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