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Igreja reconhece que está "num ponto sem retorno" e lamenta reação inicial

Márcia Sobral
Márcia Sobral 14 de março de 2023 às 18:50
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Conferência Episcopal Portuguesa esteve reunida esta quarta-feira em Fátima.

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) voltou a reunir-se, esta quarta-feira, na sequência do Relatório Final da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais da Igreja Católica e prometeu rever as suas diretrizes sobre os casos de abuso de menores e adultos vulneráveis. 

Mariline Alves

Em comunicado, a instituição reiterou que as vítimas de abusos sexuais "continuam a ser a prioridade" e que a igreja manterá "o firme compromisso de assumir as nossas responsabilidades". Assim, a instituição diz estar "inteiramente disponível" para "acolher e escutar as vítimas" ou prestar-lhes apoio "espiritual, psicológico e psiquiátrico", estando atualmente a encetar contactos para a criação de um grupo responsável pelo acolhimento e acompanhamento destas pessoas.

"Este grupo operativo, com caráter de autonomia, constituído por pessoas que garantam credibilidade e confiança perante as vítimas, será articulado com a Equipa de Coordenação Nacional e com as Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis", pode ler-se no documento.

A Conferência Episcopal Portuguesa esclareceu ainda que, quando a lista com os nomes dos alegados abusadores for entregue – no final de abril - à Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), que "será dado o devido seguimento por parte dos Superiores Maiores das congregações" e lamentou que "diante da complexidade do tema, nem sempre tenhamos comunicado as nossas intenções com clareza".

Neste momento, a CEP reconhece que está "num ponto sem retorno" mas garante que "o caminho que a Igreja em Portugal está a percorrer (…) abre portas à esperança e ao compromisso para que comportamentos e atitudes do passado não se voltem a repetir".

"Entre outros gestos, mantemos o propósito de realizar um memorial e uma jornada nacional de oração pelas vítimas de "abusos sexuais, de poder e de consciência na Igreja" (Papa Francisco) no dia 20 de abril", esclarecem.

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