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Deputado do Chega confessa que "foram negociados cargos" com Moedas em Lisboa. Vídeo foi depois apagado

Num descuido durante uma live no TikTok, deputado confirma que várias nomeações foram moeda de troca por votos favoráveis. Bruno Mascarenhas, vereador, terá indicado a sua namorada e equacionado o seu diretor de campanha e número três para a administração da Gebalis

O deputado do Chega João Ribeiro afirmou que na Câmara Municipal de Lisboa "cargos foram negociados com o Chega" porque o executivo camarário "não tem maioria". A afirmação, feita no início deste ano, foi proferida num direto (entrentanto apagado) na conta de TikTok do utilizador , apoiante do Chega e que regularmente publica conteúdo com deputados e figuras do partido. 

Deputado do Chega confirma que 'cargos foram negociados' entre Moedas e o Chega em Lisboa
Deputado do Chega confirma que "cargos foram negociados" entre Moedas e o Chega em Lisboa

"Em algumas nomeações que são feitas para cargos técnicos, não políticos, foram negociados com o Chega. E foram [negociados] com o Chega porque [Moedas] não tem maioria - e para não serem todas do PSD, algumas mais ligadas ao Chega", afirmou o deputado eleito pelo círculo de Castelo Branco.

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A confirmação vem na sequência de várias notícias, , que dão conta de Bruno Mascarenhas, vereador do Chega em Lisboa, ter conseguido indicar ao presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, vários militantes do Chega para administrações de organismos geridos pela autarquia.  

Moedas indicou Mafalda Guerra, militante do Chega e namorada do vereador, e terá equacionado Luís Alves, diretor de campanha e candidato de Bruno Mascarenhas, para a administração da Gebalis, nomeações que serviriam como moeda de troca pelo voto favorável do Chega em várias matérias, como a alteração do regimento municipal e o recente orçamento municipal de Moedas, ao que a SÁBADO apurou. E que o parlamentar do partido liderado por André Ventura parece indicar. 

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