D. Duarte Pio: "Os carteiristas respeitam-me"

M.B. 09 de junho de 2018

O duque de Bragança garante andar muito de transportes públicos e gostar de poupar. Acredita ainda que o Estado português desperdiça recursos com obras de luxo e que a monarquia ganhava em Portugal se houvesse um referendo.

D. Duarte Pio acredita que a monarquia ganhava em Portugal se houvesse um referendo e defende que o Estado português desperdiçou os seus recursos com obras de luxo. Em entrevista ao Sol, o duque de Bragança afirmou ainda andar sempre de transportes públicos e garantiu: "Os carteiristas do 28 já me cumprimentam".

"Viajo sempre em classe turística nos aviões. No comboio vou em primeira classe por causa do sossego, mas uso muito os transportes públicos. Às vezes apanho o 28, mas tenho de ter cuidado. Felizmente, os carteiristas respeitam-me", contou D. Duarte. "Uma vez estava na estação de Metro dos Restauradores e no meio da multidão senti uma mão enfiada na minha gabardine e dei um grito ao homem. Ele disse-me: 'Ai, desculpe, não vi quem era'. Os carteiristas do 28 já me cumprimentam".

Questionado sobre a sua educação, o duque de Bragança afirmou que o seu pai acreditava que gastar mal algum recurso era pecado. "Fico muito chocado quando vejo o Estado a desperdiçar os seus recursos com obras de luxo", disse. A Expo'98, "que foi paga por todos nós com os nossos impostos", é um dos exemplos dados pelo duque de Bragança. "O país não ganhou nada com aquilo. O Centro Cultural de Belém é um monstro construído em frente aos Jerónimos com o nosso dinheiro. O país está cheio de rotundas e de obras monstruosas com o Palácio da Justiça", continuou.

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