Sábado – Pense por si

Contos Clássicos Portugueses


agora disponíveis para ler e ouvirContos Clássicos PortuguesesAceder aqui

Costa após demissão de governante: "Deixemos a Justiça funcionar"

Leonor Riso
Leonor Riso 08 de julho de 2023 às 11:14
As mais lidas

Primeiro-ministro comentou saída de Marco Capitão Ferreira, ex-secretário de Estado da Defesa Nacional constituído arguido por participação económica em negócio e corrupção.

O primeiro-ministro António Costa comentou este sábado a demissão do secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira, que foi constituído arguido por participação económica em negócio e corrupção. "Deixemos a Justiça funcionar", afirmou Costa aos jornalistas, à margem do Conselho de Ministros informal em Sintra. "O que é importante é continuar a governar a pensar nas pessoas."

José Coelho/Lusa

Este sábado,o jornal Correio da Manhãdetalha que Marco Capitão Ferreira assinou em março de 2019 um contrato fictício em que recebeu 61,5 mil euros por cinco dias de trabalho. O contrato era por serviços de consultoria jurídica, junto da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional (DGRDN), e relativos à manutenção dos helicópteros EH-101. O contrato de manutenção era de valor superior a 3,5 milhões, mas dois meses depois, a Defesa desistiu do mesmo. 

Na altura, a DGRDN era dirigida por Alberto Coelho, um dos arguidos na operação Tempestade Perfeita que foi detido em dezembro de 2022. O ex-secretário de Estado da Defesa Nacional também foi agora constituído arguido no âmbito desta operação.

Marco Capitão Ferreira demitiu-se esta sexta-feira, no mesmo dia em que foi revelado que admitiu Miguel Fernandes, ex-administrador do Alfeite, para assessor da administração da holding da Defesa, IdD - Portugal Defence, mas o gestor nunca foi visto a exercer funções nesse local.

Marco Capitão Ferreira desempenhava as funções de secretário de Estado da Defesa desde o início do atual Governo socialista de maioria absoluta.

O XXIII Governo Constitucional, o terceiro chefiado por António Costa, suportado por maioria absoluta do PS no parlamento, já teve 13 saídas de ministros e secretários de Estado, em cerca de um ano e três meses.

Com Lusa 

Artigos Relacionados