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Climáximo deixa 284 cruzes na sede da Galp em memória das vítimas da onda de calor

Diogo Barreto
Diogo Barreto 16 de julho de 2025 às 10:05
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Ativistas deixaram uma cruz por cada morte "excessiva" que a DGS atribui à onda de calor que assolou o País entre finais de junho e inícios de julho.

O grupo ativista Climáximo colocou esta quarta-feira 284 cruzes na sede da Galp, em Lisboa, numa ação de protesto em memória das vítimas da onda de calor. O grupo atribui à petrolífera responsabilidade nas temperaturas que se sentiram entre o final de junho e o início de julho.

Instagram/Climáximo

Em comunicado, a organização afirma que "os combustíveis fósseis são a principal causa da crise climática, que provocou esta onda de calor mortífera". A Direção-Geral da Saúde estimou que tenham morrido mais 284 pessoas do que o esperado entre junho e julho, devido à "onda de calor que sufocou o país, bem como vários outros países da Europa". "Sabemos o que provoca esta crise climática: os combustíveis fósseis. E sabemos quem continua a lucrar com a morte, mesmo após décadas de alertas científicos", sublinham os ativistas.

De acordo com a apoiante da Climáximo, "as ondas de calor impactam em particular quem já está em condições mais frágeis, como idosos, grávidas, bebés, pessoas com casas precárias e trabalhadores que trabalham ao ar livre", sublinha ainda Anne Morrison, de 70 anos, porta-voz desta ação de protesto pela Climáximo.

"Esta onda de calor não foi um fenómeno natural. Foi alimentada pela ganância", escreveu ainda o grupo nas redes sociais, acrescentando que a onda de calor terá matado 2.300 em toda a Europa.