Aquela que já foi a residência oficial do presidente da Câmara de Lisboa está disponível para alojamento local num 'site' de reservas turísticas. O vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa João Gonçalves Pereira afirma que acto revela "incoerência" entre o discurso e as acções de Fernando Medina.
O vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa João Gonçalves Pereira considerou hoje que a utilização da antiga residência oficial do presidente do município para turismo revela "incoerência" entre o discurso e as acções de Fernando Medina.
"Este é mais um caso que revela uma incoerência entre aquilo que é o discurso e a prática das decisões, e onde o interesse público não foi defendido", disse o vereador João Gonçalves Pereira em declarações à agência Lusa.
O autarca referiu que em 2014 votou contra a concessão da exploração do local, "uma vez que o negócio tem muitas pontas soltas e por justificar".
"Como se percebe agora, e já como se tinha percebido em 2014, o contrato entre a Câmara de Lisboa e quem explora permite tudo, não estando salvaguardado o interesse público", frisou o centrista, apontando que o CDS-PP "não tem preconceito ideológico relativamente às concessões, desde que seja salvaguardado o interesse público e que a lei seja cumprida".
Aquela que já foi a residência oficial do presidente da Câmara de Lisboa está disponível para alojamento local num 'site' de reservas turísticas, sendo que a licença de utilização é da empresa MCO II, que também gere outros espaços públicos em Lisboa.
A Casa do Presidente, localizada na Estrada do Penedo, na Ajuda, em pleno parque florestal de Monsanto, está, segundo informação do 'site' Booking, disponível para alojamento desde Agosto.
Questionado sobre o assunto à margem de uma sessão de esclarecimento sobre medidas para conter o alojamento local nos bairros históricos da capital, Fernando Medina (PS) esclareceu que "o presidente da câmara não tem residência oficial".
Segundo o autarca, "esse é o nome histórico que ficou atribuído a um edifício no parque de Monsanto e que há largos anos não tem esse estatuto".
"Isso não existe, a lei, aliás, não o permite", salientou.
Fernando Medina explicou que, "há alguns anos", o município "fez a atribuição de uma concessão para a exploração do espaço, que estava fechado, porque não era residência do presidente da câmara, nem iria ser mais, para a utilização desse espaço, e é nesse âmbito que essa operação se desenvolveu".
O presidente do município referiu também que o imóvel municipal estava a degradar-se e que, na sequência do contrato, foram feitas obras.
Sobre as declarações do presidente da câmara, João Gonçalves Pereira considerou que "denotam a incapacidade de tentar justificar o que é injustificável".
Numa nota entretanto divulgada às redacções, a Câmara de Lisboa refere que a adjudicação da concessão "foi a reunião de câmara em 12 de Novembro de 2014, e envolveu a recuperação e exploração de uma parte delimitada da Quinta da Pimenteira, o Moinho do Penedo e duas casas de função - todas localizadas em Monsanto".
"Terminado o prazo da concessão, todo o património, já reabilitado, permanecerá propriedade do município de Lisboa, que não quis abdicar desse património", acrescenta a nota.
A licença do Registo Nacional de Alojamento Local pertence à empresa MCO II, que gere, entre outros espaços, o Mercado de Campo de Ourique. É também esta empresa que ficou com a concessão do Moinho do Penedo e a Quinta da Pimenteira, ambos em Monsanto, através de um concurso lançado pelo município lisboeta em 2014, conforme uma notícia do jornal Público de 2015.
A Casa do Presidente, que foi morada de Pedro Santana Lopes, quando este assumiu a presidência da autarquia em 2002, foi inaugurada em 1989 por Krus Abecassis, mas que até então não tinha sido utilizado.
Anos mais tarde, quando presidia à autarquia, António Costa, chegou também a utilizar a residência.
CDS-PP: Uso da antiga residência do presidente para turismo revela "incoerência"
Publicamos para si, em três periodos distintos do dia, o melhor da atualidade nacional e internacional. Os artigos das Edições do Dia estão ordenados cronologicamente aqui ,
para que não perca nada do melhor que a SÁBADO prepara para si. Pode também navegar nas edições anteriores, do dia ou da semana. Boas leituras!
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Os resultados do “clube do coração” têm mais peso no quotidiano de milhões de portugueses do que as decisões políticas que, na realidade, moldam o seu futuro. Esta obsessão transforma-se em anestesia.
Chamar a este projeto de “corredor da paz” enquanto se inscreve o nome de Trump é uma jogada de comunicação que consolida a sua imagem como mediador global da paz.
Cuidarmos de nós não é um luxo ou um capricho. Nem é um assunto que serve apenas para uma próxima publicação numa rede social. É um compromisso com a própria saúde, com a qualidade das nossas relações e com o nosso papel na comunidade.