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Catarina Martins diz que encontro entre Seguro e Santana Lopes mostra que é de um campo diferente

Aos jornalistas, Pedro Santana Lopes disse que Seguro é um dos candidatos a quem a Presidência da República ficaria bem entregue.

Catarina Martins considerou esta sexta-feira que o encontro entre António José Seguro e Santana Lopes, que disse que a Presidência da República ficaria bem entregue ao candidato apoiado pelo PS, mostra que pertencem a campos diferentes.

Catarina Martins comenta encontro entre Seguro e Santana Lopes
Catarina Martins comenta encontro entre Seguro e Santana Lopes MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

"Registo esse apoio, registo a diferença que existe e acho que há uma diferença, seguramente, entre o campo político que eu represento e aquele que representa Santana Lopes", afirmou a candidata apoiada pelo BE.

Em declarações aos jornalistas à entrada para o concerto de Ano Novo na Academia Almadense, em Almada, Catarina Martins comentou o encontro entre António José Seguro, quando esteve hoje na Figueira da Foz, e o ex-presidente do PSD que preside atualmente à autarquia.

Aos jornalistas, Pedro Santana Lopes disse que, na corrida a Belém, há candidatos que o deixam tranquilo quanto à hipótese de ganhar e, sem manifestar o seu voto, adiantou que Seguro é um desses candidatos a quem a Presidência da República ficaria bem entregue.

"Isso faz parte da política, da diversidade democrática. Sempre disse que representávamos campos políticos diversos", disse Catarina Martins, acrescentando: "Ainda bem que há esquerda".

"Ainda bem que está cá quem possa falar do concreto sobre a saúde, sobre o trabalho, sobre as crises do país, e é natural que apoios como o de Santana Lopes, na minha candidatura, não existam. Eu sinto-me confortável com isso", continuou.

Chamando para si o papel de trazer ao debate os problemas dos portugueses e as principais questões nacionais e internacionais, a candidata lançou uma gargalhada quando questionada se, à semelhança de João Cotrim Figueiredo, já escreveu a carta de apoio às reformas do Governo.

"Eu, a escrever, escreveria uma carta ao país, a um país que não se resigne. Nós não temos que viver sempre pior, podemos fazer um sobressalto cívico para termos uma saúde que responda, uma democracia paritária, para que os jovens queiram aqui trabalhar", justificou.

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