Caso Skripal: Portugal espera por provas até dia 16 de Abril

C.A.C. 28 de março de 2018

Secretária de Estado dos Assuntos Europeus recusa que Portugal tenha ficado "isolado" e que "não se deve fechar a porta do diálogo com a Rússia". E lembrou a necessidade de receber informação proveniente de Moscovo.

O Governo está à espera que terminem as investigações em curso no Reino Unido sobre o caso do envenenamento do antigo espião russo Serguei Srkipal, cuja autoria é atribuída por Londres a Moscovo, para decidir se há dados novos que levem Portugal a "tomar posições mais profundas a 16 de Abril" – data do término das peritagens em curso. E, garante Lisboa, é importante não perder a informação proveniente da embaixada portuguesa na Rússia.

"Pode vir a haver mais matéria de prova e mais informação que permitam aos ministros tomar posições mais profundas a 16 de Abril", revelou, citada pelo Público, a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, em comissão parlamentar, depois de questionada pelo deputado do CDS Pedro Mota Soares sobre o que vai ser feito daqui para a frente: "Poderá passar por chamar o embaixador russo em Portugal para explicações? Está à espera dos relatórios dos peritos sobre a arma química usada?"

Na terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse, à RTP, que "Portugal chamou para consultas o seu embaixador em Moscovo", rejeitando a ideia que Lisboa  esteja fora do movimento de expulsão de diplomatas russos. Santos Silva lembrou ainda que o País apoiou as decisões tomadas neste âmbito pela União Europeia e pela NATO.  Uma ideia reforçada por Ana Paula Zacarias na Comissão de Assuntos Europeus. "Isto é um processo evolutivo", disse, garantindo que Portugal não ficou isolado e que apoiará "todas as medidas adicionais" que sejam tomadas a nível europeu.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais