Bebé atirado para o lixo foi salvo pelo saco de plástico

Bebé atirado para o lixo foi salvo pelo saco de plástico
Carlos Rodrigues Lima 11 de maio de 2020

Ministério Público quer manter a mãe, Sara P., em prisão preventiva. Despacho final descreve o estado do recém-nascido quando foi descoberto por dois sem-abrigo, ao fim de 37 horas dentro de um ecoponto


Foi graças ao saco de plástico que a mãe usou para o atirar para o lixo que o bebé encontrado a 5 de novembro de 2019 num ecoponto, em Lisboa, conseguiu sobreviver durante 37 horas. Segundo a acusação do Ministério Público contra a mãe, "o facto de ainda se encontrar vivo, aquando da sua descoberta, prende-se com as circunstâncias de se encontrar dentro de um saco de plástico, que ajudou a manter a humidade e temperatura".

O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) imputou, no início do mês, a Sara P. (que já foi visitada na cadeia pela ministra da Justiça, Francisca Van Dunem), um crime de tentativa de homicídio, considerando a procuradora responsável pela acusação que a arguida deve manter-se em prisão preventiva.

O despacho final descreve ao pormenor o estado do bebé quando foi, primeiro, resgatado por dois sem-abrigo e depois assistido pelo INEM: "O recém nascido apresentava-se gelado, totalmente despido, coberto de sangue e com o cordão umbilical cortado de forma irregular e aberto, apresentando uma cor arroxeada e uma temperatura muito baixa".

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