Azevedo, Newton e Eduardo Reis. Quem são os sociais-democratas do Tutti-Frutti?

Conheceram-se na jota, aprenderam os jogos de bastidores políticos e hoje são os protagonistas de um megaprocesso de corrupção partidária.

Fevereiro de 2015. Sentados num avião, tiravam uma selfie o então deputado Sérgio Azevedo, o presidente da junta da Estrela Luís Newton e Ângelo Pereira, vereador em Oeiras. O objetivo da viagem era visitar as instalações da Huawei em Shenzen, China. Os três companheiros de partido estavam sorridentes, naquela viagem paga pela empresa chinesa e que dois anos depois seria alvo de um inquérito do Ministério Público. Eram amigos desde os tempos da Juventude Social Democrata (JSD). Uma década antes, Sérgio Azevedo tornou-se presidente da distrital de Lisboa da JSD em 2004, com Ângelo Pereira a seu secretário-geral. Antes já tinha sido vice da JSD, por onde também conheceu Newton e o deputado Eduardo Carlos Reis. Hoje, 2023, a forma como Sérgio Azevedo e os seus companheiros alegadamente terão abusado das suas funções em prol de uma teia de interesses partidários são o alvo da investigação Tutti-Frutti. Em causa está a suspeita de crimes como corrupção, prevaricação ou abuso de poder em Lisboa — e em alegado conluio com o PS.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais