Açores: Um governo preso por arames

Açores: Um governo preso por arames
Margarida Davim 13 de novembro

Chamam-lhe “a caranguejola”: tem três partidos em coligação e acordos parlamentares com Chega, IL e um independente. Neste Orçamento, está dependente de um voto (que ainda não é certo) para se segurar.

Sempre que há uma crise, José Manuel Boleeiro chama um dos parceiros ao Palácio de Sant’Ana. No Governo Regional dos Açores, fala-se nas virtudes da “paciência democrática” do líder do executivo regional. Em pouco mais de um ano de mandato, não têm faltado oportunidades a Boleeiro para fazer jus aos que o descrevem como “um conciliador”. Mas as últimas semanas têm sido particularmente tensas. Há um Orçamento para aprovar e, como comenta um social-democrata, “os pequenos partidos querem fazer prova de vida”.

Nuno Barata, da Iniciativa Liberal, tem sido por estes dias a maior dor de cabeça de Boleeiro. O seu sentido de voto é uma incógnita e, com o PAN a anunciar que desta vez não vai ajudar a viabilizar, uma abstenção não chega.

Para votar a favor, Barata exige um corte de 10 a 12 milhões de euros no investimento (sem indicar em que rubrica). Na semana passada, o Governo apresentou o plano de reestruturação da SATA – que o deputado liberal exigia para aprovar uma injeção de capital – e reduziu a previsão de aumento de financiamento de 295 milhões para 170 milhões. “É suficiente para começar a conversar”, admite-se na IL.

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