A paixão por arte dos banqueiros caídos em desgraça

João Rendeiro e Ricardo Salgado têm as suas coleções de arte arrestadas. A do ex-presidente do BES estava escondida num armazém. Perito considera que o banqueiro do BPP "ganha" ao do BES.

O mercado da arte agradou tanto a Ricardo Salgado como a João Rendeiro. Ricardo Salgado (condenado a pagar multas ao Banco de Portugal e arguido no processo sobre a derrocada do BES) e João Rendeiro (em fuga para evitar uma pena de três anos e seis meses de prisão efectiva) têm, porém, as obras apreendidas à ordem dos respetivos processos judiciais.

Se o banqueiro do BPP guardava as obras em casa, Ricardo Salgado preferiu recorrer a um armazém. Em número, ganha Ricardo Salgado com 138 obras de arte arrestadas; mas a coleção criada por Rendeiro, com 124 artigos, é mais valiosa, acredita um perito consultado pela SÁBADO.

Entre as obras de arte contemporânea apreendidas em 2010 a João Rendeiro, figuram artistas portugueses consagrados como Julião Sarmento, Lourdes Castro, Júlio Resende e Noronha da Costa ou Dórdio Gomes e René Bértholo. Esta quinta-feira, o jornal Público revelou que duas obras que estavam na posse de Rendeiro, da autoria de Paula Rego (Cães de Barcelona, de 1964) e de Amadeo de Souza Cardoso (Cabeça Heráldica, de 1912) estavam desaparecidas. Nick Willing, filho da pintora portuguesa radicada em Londres, revelou ter contactado Rendeiro para exibir a obra da mãe numa retrospetiva na Tate Britain de Londres, sem sucesso.

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