A guerra das ciclovias em Lisboa

A guerra das ciclovias em Lisboa
Sónia Bento 21 de junho

A câmara é acusada de fazer obras sem planeamento, de provocar o caos no trânsito e de reduzir o estacionamento num projeto que vai custar 27,5 milhões de euros.

Para ter uma cidade mais verde, ecológica e com menores níveis de hierarquia, a Câmara Municipal de Lisboa tem orçamentados 27,5 milhões de euros para a construção da rede de ciclovias, após a proposta de autarquia ter sido aprovada em assembleia municipal. São 200 quilómetros que deverão estar concluídos até ao final de 2023.

Este ano é o que leva a maior parte do orçamento, 10 milhões de euros, com 9 milhões em 2022 e mais de 8 milhões em 2023. Mas as polémicas ciclovias têm provocado uma guerra entre a autarquia de Fernando Medina, a oposição, 
as juntas de freguesia e as associações de moradores da capital, pela forma como estão a ser feitas.

Menos faixas de rodagem
Os principais problemas provocados pelos corredores para bicicletas são a supressão de faixas de rodagem em artérias com muito trânsito e a redução de lugares de estacionamento em zonas já de si problemáticas. A Câmara Municipal de Lisboa é acusada de avançar com as obras sem consulta pública, escudando-se em estudos que nunca foram entregues.

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