A "golpada" de Berardo aos bancos. Comendador foi detido

Joe Berardo e o advogado André Luís Gomes foram detidos esta terça-feira por suspeita de administração danosa, burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento.

Foi em 2016 que, após terem negociado um acordo para o pagamento da dívida, que os três bancos credores do comendador - Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP e Novo Banco - se aperceberam que o que Joe Berardo tinha dado como penhor, afinal, não podia ser penhorado. Esta terça-feira, o empresário madeirense e o advogado André Luiz Gomes foram detidos por suspeita da prática dos crimes de administração danosa, burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento, no âmbito de uma megaoperação da Polícia Judiciária.

Esta terça-feira, Joe Berardo foi deido por suspeitas de crimes como burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento de capitais. O advogado de Berardo, André Luiz Gomes, foi também detido, apurou a SÁBADO. A investigação iniciada em 2016, identificou procedimentos internos em processos de concessão, reestruturação, acompanhamento e recuperação de crédito, contrários às boas práticas bancárias e que podem configurar a prática de crime, informa a PJ.

À época, o acordo incidiu sobre os títulos de participação na Associação Colecção Berardo, a proprietária da vasta colecção de arte contemporânea do empresário. Porém, a 22 de abril de 2016, já depois do acordo, a Assembleia Geral da Associação reuniu sem a presença dos bancos e procedeu a uma alteração dos estatutos, ficando a constar na "nova" versão que a decisão de entrega dos títulos de participação como colateral ou penhor tinha que ser ratificada pela própria Assembleia Geral.

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