A amizade de Margarida, Pedro, Francisco e Ivan não tem cor política

A amizade de Margarida, Pedro, Francisco e Ivan não tem cor política
Margarida Davim 11 de agosto de 2018

São a nova geração que se está a afirmar no PS, PSD e CDS. Mas antes estiveram juntos no associativismo estudantil. E a ligação ainda resiste.

Margarida, Francisco e Pedro estavam juntos no dia em que a Faculdade de Direito de Lisboa foi fechada a cadeado em protesto contra as mudanças nas regras da atribuição de bolsas impostas pelo ministro Mariano Gago. Eram três amigos e dirigentes associativos do mesmo lado de uma luta estudantil que também mobilizava Ivan, que era então presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico. Neste grupo de universitários estavam aqueles que são hoje os protagonistas sub-30 da política nacional. E que, apesar de todas as diferenças, continuam amigos.

Quase 10 anos depois, Margarida Balseiro Lopes é líder da JSD, Francisco Rodrigues dos Santos lidera a Juventude Popular, Pedro Costa é autarca numa junta de freguesia do PS e Ivan Gonçalves é o secretário-geral da JS. Todos estão na política para ficar e Margarida e Ivan até já são deputados, pelo que não é difícil adivinhar que se continuem a cruzar na vida partidária, sempre em lados diferentes da barricada ideológica. Mas todos asseguram que as diferenças não impedem a amizade. E há episódios que provam que um socialista pode até ajudar um centrista a tirar uma dúvida sobre os parceiros de coligação do PSD.

Foi o que aconteceu em 2013 quando Francisco Rodrigues dos Santos era candidato à junta de Carnide, em Lisboa, numa coligação com o PSD. Depois de uma noitada que acabou em casa de Pedro Costa, o centrista convenceu o socialista a percorrer a freguesia a que se estava a candidatar para ver se os parceiros de coligação tinham mesmo posto o único cartaz com a sua cara que estava previsto. "Andámos horas às voltas", recorda Pedro. "Não descobrimos o cartaz, porque estava no meio de um bairro social, o Padre Cruz, que foi o único sítio aonde não fomos", conta Francisco.

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