Em comunicado a federação sindical revela que os trabalhadores voltam a fazer greve "para exigir uma justa compensação pelo trabalho prestado nestes dias" e que a paralisação prologar-se-á até 31 de dezembro.
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) convocou uma greve dos trabalhadores dos museus e monumentos nacionais, a partir de sexta-feira, ao trabalho suplementar e em dias de feriado.
Sérgio Lemos
Em comunicado divulgado hoje, a federação sindical revela que os trabalhadores voltam a fazer greve "para exigir uma justa compensação pelo trabalho prestado nestes dias" e que a paralisação prologar-se-á até 31 de dezembro, "afetando todos os feriados até lá".
Contactado pela agência Lusa, Orlando Almeida, dirigente da FNSTFPS, disse que a federação reuniu em março passado com a ministra da Cultura e com a administração da Museus e Monumentos de Portugal e que "não houve nem abertura para negociar, nem uma proposta sequer" por parte da tutela.
"Não houve rigorosamente nada. Estamos abertos a que se possa negociar, mas com algo de concreto", disse o sindicalista.
Segundo o sindicalista, os trabalhadores dos museus, monumentos e sítios arqueológicos de tutela pública recebem, em dias de feriado, cerca de 15 a 20 euros, o que representa "metade de um dia normal", e são-lhes pagas até duas horas suplementares.
"Há anos que este problema se arrasta, sem que os sucessivos governos tenham tomado uma decisão no sentido de valorizar o trabalho prestado em dias feriados nos museus, monumentos e sítios classificado", sublinhou a federação em comunicado.
Nos 38 museus, monumentos e palácios nacionais geridos pela Museus e Monumentos de Portugal, entre os quais o Palácio Nacional de Mafra, o Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (Lisboa) e o Convento de Cristo (Tomar), trabalham atualmente cerca de mil funcionários, estimou Orlando Almeida.
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