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Cessar-fogo não chega ao Líbano. ONU, França e Reino Unido revelam preocupação

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Apesar do cessar-fogo acordado entre Irão e EUA, Israel continua a atacar o Líbano. Só esta quarta-feira morreram 182 pessoas, dizem autoridades libanesas.

O Governo israelita entendeu não dar trégua ao Líbano, mesmo após os Estados Unidos e o Irão terem acordado suspender as hostilidades durante duas semanas. António Guterres, secretário-geral da ONU, considera que os ataques israelitas representam um "grave perigo" para o cessar-fogo. Ministros dos Negócios Estrangeiros de França (MNE) e Reino Unido também condenam posição israelita.

Avistado fumo após um ataque aéreo israelita contra um prédio em Beirute, Líbano.
Avistado fumo após um ataque aéreo israelita contra um prédio em Beirute, Líbano. Foto AP/Hassan Ammar

"A continuação da atividade militar no Líbano representa um grave perigo para o cessar-fogo e para os esforços em prol de uma paz duradoura e geral na região", afirmou, num comunicado, o porta-voz de António Guterres.

No mesmo sentido, a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, defendeu esta quinta-feira o alargamento do cessar-fogo ao Líbano. Em declarações à Sky News, demonstrou preocupação face aos recentes bombardeamentos de Israel, destacando "as consequências humanitárias destes atos, incluindo a deslocação em massa de pessoas no Líbano". Segundo as autoridades libanesas, os ataques israelitas de quarta-feira fizeram 182 mortos e feriram mais de mil pessoas, levando o Governo do Líbano a decretar luto nacional.

O seu homólogo francês, Jean-Noel Barrot, considera que os atasques israelitas são "intoleráveis", estendendo a sua solidariedade a Beirute. Por outro lado, Barrot disse que a introdução de um sistema de portagens no Estreito de Ormuz, uma das condições apresentadas pelo Irão seria "inaceitável", sublinhando que a medida anunciada por Teerão sobre a via marítima pode violar o direito internacional.

Entretanto, Donald Trump, afirmou que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha reiterado que o acordo engloba o território libanês.

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