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Irão: Teerão partilha rotas para que navios evitem minas no estreito de Ormuz

Lusa 09:40
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O movimento no Estreito de Ormuz foi sendo retomado com cautela na quarta-feira, depois de EUA e Irão terem acordado uma trégua de duas semanas.

A Guarda Revolucionária Iraniana partilhou um mapa esta quinta-feira com rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, um dia após o Presidente norte-americano aceitar o plano apresentado por Teerão e ter-se iniciado um cessar-fogo.

Irão divulga mapa de rotas alternativas para contornar minas no Estreito de Ormuz
Irão divulga mapa de rotas alternativas para contornar minas no Estreito de Ormuz AP

Devido à guerra, que começou no passado dia 28 de fevereiro, e "face à presença de diversos tipos de minas antinavio" na zona, a agência Tasnim, ligada ao corpo de elite das forças armadas iranianas, indicou que os navios que transitarem pelo estreito "devem coordenar-se com a CGRI [Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica] e, até nova ordem, utilizar as rotas alternativas para a travessia" por esta via estratégica.

De acordo com meios de comunicação social persas, será estabelecida uma rota de entrada e outra de saída: a primeira irá do mar de Omã para norte, até à ilha de Larak, e daí para o Golfo Pérsico, enquanto a segunda seguirá o percurso inverso, ambas de acordo com um mapa que a Tasnim partilhou na plataforma de mensagens Telegram.

Mapa com rotas alternativas no Estreito de Ormuz, divulgado pela Guarda Revolucionária do Irão
Mapa com rotas alternativas no Estreito de Ormuz, divulgado pela Guarda Revolucionária do Irão

Após registar quedas drásticas no tráfego de até 97%, após o início da guerra, o movimento no Estreito de Ormuz foi sendo retomado com cautela na quarta-feira, depois de EUA e Irão terem acordado uma trégua de duas semanas que permitirá a "passagem segura" pela via.

No entanto, ainda na quarta-feira, Teerão anunciou a interrupção da navegação de petroleiros em resposta aos bombardeamentos surpresa em grande escala que Israel lançou contra o Líbano, informação que foi desmentida pela Casa Branca.

Horas antes do acordo, Teerão assegurou que o plano de dez pontos estipula um "protocolo de segurança" para garantir o controlo iraniano desta passagem estratégico, pela qual, antes da guerra, circulavam cerca de 20% das energias fósseis mundiais.

A reabertura de Ormuz tem sido uma exigência da comunidade internacional e o principal trunfo estratégico de Teerão na guerra.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou arrasar as centrais elétricas e pontes iranianas, caso o país não reabrisse o estreito, afirmando que o país poderia ser "aniquilado numa única noite" e feito regressar à "Idade da Pedra".

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