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Vladimir Putin não vai estar presente na cimeira do G20

Lusa 10 de novembro de 2022 às 07:20
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Cimeira está marcada para os dias 15 e 16 de novembro e vai contar com a presença dos líderes dos Estados Unidos e da China. Já o Presidente ucraniano foi convidado e deverá participar virtualmente.

Sputnik/Sergey Bobylev/Pool via REUTERS

O Presidente russo, Vladimir Putin, não vai participar na cimeira do grupo das economias mais desenvolvidas (G20), na ilha indonésia de Bali, na próxima semana, anunciou esta quinta-feira a embaixada russa.

"Posso confirmar que [o ministro dos Negócios Estrangeiros russo] Sergei Lavrov vai liderar a delegação russa ao G20. O programa do Presidente Putin ainda está a ser elaborado, ele poderá participar de forma virtual", disse a chefe de protocolo da embaixada da Rússia na Indonésia, Yulia Tomskaya.

A cimeira dos chefes de Estado e de Governo do G20 está marcada para terça e quarta-feira, dias 15 e 16 de novembro, com a presença dos líderes dos Estados Unidos e da China, Joe Biden e Xi Jinping, respetivamente.

A Indonésia sofreu forte pressão do Ocidente para excluir a Rússia da cimeira devido à invasão da Ucrânia, mas resistiu, argumentando que o país anfitrião da cimeira devia permanecer neutro.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país não integra o G20, também foi convidado pela Indonésia e deverá participar virtualmente na cimeira.

A ofensiva militar da Rússia na Ucrânia, lançada a 24 de fevereiro, causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classificou esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada por Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados, desde o início da guerra, 6.114 civis mortos e 9.132 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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