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Ucranianos temem ser chamados para lutar no exército russo

Depois dos referendos nas regiões ocupadas, políticos ucranianos dizem que populares receiam os próximos passos de Vladimir Putin.

A cidade de Melitopol, situada na região de Zaporíjia, foi uma das primeiras a cair depois da invasão russa em fevereiro. Agora os moradores ucranianos receiam ser forçados a trocar as fardas e passar a defender o exército de Vladimir Putin.

REUTERS/Alexander Ermochenko

Ivan Fedorov, presidente da localidade, garante que o medo das populações é real e considera que os referendos que foram feitos em Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporíjia tinham como objetivo "legitimar" a ação russa no país.

"Os nossos moradores estão assustados, estão em pânico, não sabem o que vai acontecer amanhã nem quando é que as pessoas vão começar a ser convocadas para o exército russo", afirmou o líder numa conferência de imprensa.

Ivan Fedorov diz não ter dúvidas de que o presidente da Rússia planeia recrutar ucranianos para a "mobilização parcial" anunciada na semana passada e denuncia que alguns cidadãos foram "forçados a votar sob a mira de armas".

"As pessoas foram agarradas [por soldados russos] na rua e forçadas a votar, não apenas por si mesmas mas por toda a sua família. Houve casos de soldados que entraram em casas alugadas e se o inquilino estivesse lá dentro era obrigado a votar por todas as pessoas daquele prédio".

Também Serhiy Gaidai, governador de Lugansk, tinha garantido na passada sexta-feira que o diretor de uma empresa tinha comunicado aos funcionários que o referendo era obrigatório e que a recusa significaria a demissão e a respetiva comunicação aos serviços de segurança.

Os referendos enfrentaram críticas internacionais generalizadas por parte de vários líderes mundiais como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente francês, Emmanuel Macron, já se mostraram contra. Assim como a NATO, a União Europeia e a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Na Rússia, o parlamento poderá avançar para a formalização das anexações nos próximos dias.

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