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Pussy Riot bloqueiam pavilhão russo da Bienal de Veneza

O grupo punk russo e membros da organização feminista ucraniana FEMEN lançaram uma nuvem de fumo rosa, azul e amarela em protesto contra a partipação da Rússia na exposição internacional.

O grupo de protesto feminista, considerado uma pela Rússia, bloqueou o pavilhão da russo na Bienal de Arte Veneza, exposição internacional dedicada a várias disciplinas da arte e cultura contemporânea, que nesta edição conta com a participação de 100 países.

Pussy Riot e FEMEN protestam contra participação russa na Bienal de Arte de Veneza
Pussy Riot e FEMEN protestam contra participação russa na Bienal de Arte de Veneza Luca Bruno/AP

Com os rostos cobertos com balaclavas cor-de-rosa, descreve a , 50 membros de grupos feministas opositores ao regime de Vladimir Putin gritaram palavras de ordem como “O sangue é a arte da Rússia” e “Desobedeçam”, bloqueando o pavilhão durante pelo menos meia hora, enquanto a polícia italiana impedia que entrassem. As Pussy Riot acabaram por cantar uma música e todos acabaram por dispersar sem se envolverem em confrontos. A abertura oficial da Bienal está marcada para sábado, 9 de maio, Dia da Europa.

A participação russa na Bienal de Arte de Veneza tem suscitado algumas críticas. A União Europeia (UE), avança a agência Lusa, chegou a condenar a participação, ameaçando suspender ou cancelar a subvenção de dois milhões de euros que é atribuída à Fundação Bienal de Veneza. "Fui muito clara ao condenar firmemente a decisão da bienal de permitir a participação da Rússia", afirmou esta terça-feira Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia.

Também o júri internacional da Bienal de Arte de Veneza marcou uma posição. Presidido pela curadora brasileira Solange Oliveira Farkas, demitiu-se a poucos dias da abertura do evento, pelos mesmos motivos. O artista Alexandre Estrela, autor do projeto que representa Portugal, manifestou-se contra a participação da Rússia e de Israel no certame, expressando solidariedade "com os povos oprimidos".

No entanto, o presidente da Fundação Bienal de Veneza, Pietrangelo Buttafuoco, rejeitou esta quarta-feira "posições de exclusão" de participações nacionais, sustentando que aquele organismo italiano "não é um tribunal", mas "um lugar de encontro e debate".

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