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Procurador argentino abre investigação contra irmão do chefe de gabinete de Milei

Francisco Adorni trabalhou no Ministério da Defesa argentino desde 2014 até ao ano passado, quando foi eleito deputado no parlamento da província de Buenos Aires pelo partido de Javier Milei, La Libertad Avanza (LLA).

Um procurador abriu um inquérito por alegado enriquecimento ilícito contra Francisco Adorni, irmão de Manuel Adorni, chefe de gabinete do Presidente da Argentina, Javier Milei.

Procurador investiga Francisco Adorni, deputado e irmão de chefe de gabinete de Milei, por possível irregularidade
Procurador investiga Francisco Adorni, deputado e irmão de chefe de gabinete de Milei, por possível irregularidade Instagram/Francisco Adorni

De acordo com a imprensa local, o procurador federal Guillermo Marijuán iniciou na quarta-feira a investigação contra Francisco Adorni após uma denúncia de enriquecimento ilícito e branqueamento de capitais.

Francisco Adorni trabalhou no Ministério da Defesa argentino desde 2014 até ao ano passado, quando foi eleito deputado no parlamento da província de Buenos Aires pelo partido de Javier Milei, La Libertad Avanza (LLA).

O processo judicial teve início com uma queixa apresentada pela deputada Marcela Pagano, ex-membro do LLA, que também apresentou queixas sobre as transações financeiras de Manuel Adorni, chefe da Casa Civil da Argentina.

Na denúncia contra Francisco Adorni, Pagano apontou para o aumento do património do então deputado provincial entre 2024 e 2025.

Um outro procurador está a investigar o chefe de gabinete de Milei, depois de queixas apresentadas nos últimos dois meses contra Manuel Adorni, referentes a despesas com a aquisição e renovação de imóveis e viagens de luxo ao estrangeiro com a família.

O escândalo que envolve o chefe de gabinete prejudicou a imagem do Governo e do próprio Milei, de acordo com várias sondagens de opinião pública, mas o Presidente continua a apoiar Manuel Adorni, um dos colaboradores mais próximos.

O chefe da Casa Civil da Argentina tem insistido na sua inocência, mas recusa-se a dar explicações públicas sobre as transações financeiras.

Em 23 de abril, Javier Milei declarou que vai procurar a reeleição nas eleições que se realizam no país sul-americano em 2027.

"Vou candidatar-me. Não só terminarei este mandato, como também me candidatarei a outro se acreditar que fiz um bom trabalho. Depois, o povo decidirá", disse Milei, em entrevista ao canal digital Neura.

O economista ultraliberal, que assumiu a presidência argentina em dezembro de 2023, defendeu as políticas de austeridade orçamental e desvalorizou o fraco desempenho da atividade económica.

Em 09 de abril, o Banco Mundial previu um crescimento real da economia da Argentina de 3,6% em 2026, uma desaceleração em relação ao aumento de 4,4% registado no ano passado.

O Produto Interno Bruto (PIB) argentino encolheu 1,3% em 2024, no primeiro ano da liderança de Javier Milei.

A Argentina perdeu cerca de 300 mil empregos entre o setor privado e público nos últimos dois anos, devido a uma queda de atividade e à austeridade orçamental, que permitiu a desaceleração da inflação.

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