As autoridades israelitas vão colocar os quatro portugueses “nos primeiros voos disponíveis destinados à Europa".
Os quatro portugueses que faziam parte da tripulação da flotilha humanitária com destino a Gaza foram transferidos, assim como os restante 469 ativistas, para uma prisão no deserto de Negev, no sul de Israel. Esta sexta-feira a embaixadora portuguesa em Israel esteve com os ativistas a anunciou que todos aceitaram ser “deportados de forma voluntária e de imediato”.
Portugueses aceitam deportação de Israel após ação da flotilha pró-PalestinaSebastiano Diamante/LaPresse vía AP
Agora as autoridades israelitas vão colocá-los “nos primeiros voos disponíveis destinados à Europa, a expensas do governo israelita, podendo sofrer atrasos devido aos feriados israelitas do SUKKOT”. Isto significa que os custos associados à repatriação dos portugueses serão suportados pelo governo israelita.
A embaixadora portuguesa em Israel referiu que os ativistas estão “bem de saúde, apesar das condições difíceis” e as “queixas várias” dos portugueses motivaram um “protesto imediato” por parte da embaixada. Helena Paiva referiu que “não foram sujeitos a violência física, nas obstante várias queixas”.
O ministro Paulo Rangel já referiu que se Mariana Mortágua, Sofia Aparício, Miguel Duarte e Diogo Chaves aceitarem a deportação “o processo será mais rápido”, mas se mantiverem a sua oposição o processo será mais longo e a deportação terá de ser ordenada por um tribunal israelita.
Além dos quatro portugueses, foram detidos 30 espanhóis, 21 turcos, 12 malaios, 11 tunisinos, 15 brasileiros e 10 franceses, bem como cidadãos dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, México e Colômbia.
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