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Pelo menos 20 pessoas foram detidas após protesto

Cinco pessoas morreram num período de 24 horas na Venezuela. As manifestações, intensificadas desde 1 Abril, já fizeram 83 vítimas mortais

O protesto contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, resultou na detenção de pelo menos 20 pessoas, no leste de Caracas. Segundo a agência Efe, os manifestantes terão sido dispersados pela Polícia Nacional Bolivariana, que utilizou gás lacrimogéneo e fez vários disparos.  

As duas dezenas de jovens foram detidas no município de Chacao, considerado um 'bastião' da oposição. Segundo Freddy Guevara, primeiro-vice-presidente do parlamento, onde a oposição detém a maioria, o número de detidos ronda os 40 e inclui várias mulheres.

O deputado, que é coordenador nacional do partido Voluntad Popular, indicou que a maioria dos detidos frequenta a Universidade Simón Bolívar (USB) de Caracas.

O dirigente da oposição e ex-candidato presidencial Henrique Capriles difundiu um vídeo no Twitter onde mostra agentes das forças de segurança a fazer detenções e a "roubar" os estudantes, segundo denunciou.

Siempre hay alguien viendo!Para eso detienen estudiantes?Para robarlos?Ya se repartieron los teléfonos?Para esto es la PNB?LIBERTAD! pic.twitter.com/HG88wWgrHv

O presidente da Federação dos Centros de Estudantes da USB, Daniel Ascanio, confirmou, através da mesma rede social, que há três menores entre os detidos.




Tal como a SÁBADO noticiou esta quinta-feira, a, durante mais um dia de protestos com o governo de Nicolás Maduro. Segundo os números oficiais, desde o passado dia 1 Abril já morreram 83 pessoas. 

Em mais um episódio de tensões política, económica e social que se vive no país, foi anunciado que a Procuradora-Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, dissidente de Maduro, está impedida de sair do país por decisão do Supremo Tribunal de Justiça. 

Veja aqui as imagens dos protestos:
Violência na Venezuela
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