Sábado – Pense por si

Dois isaelitas acusados de assassinato de família palestiniana

03 de janeiro de 2016 às 12:22
Capa da Sábado Edição 26 de agosto a 1 de setembro
Leia a revista
Em versão ePaper
Ler agora
Edição de 26 de agosto a 1 de setembro
As mais lidas

O anúncio foi feito pela justiça israelita este domingo que acusa os jovens de 21 e 17 anos de cumplicidade no homicídio de uma família palestiniana, incluindo um bebé, vítimas de um incêndio provocado na sua casa na Cisjordânia

Dois israelitas foram este domingo acusados de assassinato e de cumplicidade no homicídio de uma família palestiniana, incluindo um bebé, vítimas de um incêndio provocado na sua casa na Cisjordânia, anunciou a justiça israelita.

Na sequência do incêndio, que ocorreu a 31 de Julho de 2015 na aldeia palestina de Duma, morreram três membros da família, incluindo o bebé de 18 meses.

O procurador-geral acusou Amiram Ben Uliel, 21 anos, oriundo de Shilo, uma colónia no norte da Cisjordânia ocupada, e um menor de 17 anos de cumplicidade no assassinato da família Dawabcheh.

Na altura do incêndio, as autoridades adiantaram que quatro israelitas pegaram fogo à casa e marcaram as paredes com graffiti antes de fugirem do local.

Este ataque mortal chocou profundamente os palestinianos e suscitou uma ampla condenação entre os israelitas, despertando os demónios do extremismo judaico num clima já tenso, segundo a agência France Presse (AFP).

De acordo com a acusação, Amiram Ben-Uliel deverá responder por três mortes e uma tentativa de assassinato, o de Ahmad Dawabcheh, um menino de quatro anos que ficou gravemente ferido, por fogo posto e conspiração para cometer um crime com motivações racistas.

O menor, cuja identidade não foi revelada, é acusado de conspiração para cometer um assassinato com motivações racistas. É também acusado de envolvimento no incêndio criminoso contra a Abadia da Dormição, em Jerusalém, em maio 2014.

Ajuizando

Arte redentora

Estudos recentes demonstram que atividades artísticas – como desenho, pintura, escultura ou colagem – não só promovem a expressão emocional e a catarse, como induzem estados de relaxamento que reduzem os níveis de cortisol.