Papa Francisco mostrou a sua preocupação com a invasão militar russa da Ucrânia, dirigindo-se hoje à embaixada russa no Vaticano. Esta é uma visita sem precedentes, que se afasta do protocolo diplomático.
O Papa Francisco dirigiu-se esta sexta-feira à embaixada russa no Vaticano, para transmitir a sua preocupação com o conflito armado na Ucrânia. Esta manifestação de Francisco é inédita e não há memória de um Papa visitar uma embaixada durante uma guerra. No procedimento normal, os enviados estrangeiros são convocados pelo Secretário de Estado do Vaticano ou encontram-se com o Papa no Palácio Apostólico.
Reuters
Segundo noticiou a Reuters, o Papa Francisco passou mais de uma hora na embaixada de Moscovo. "Foi expressar a sua preocupação com a guerra", disse Matteo Bruni, porta-voz do Vaticano. No entanto, não foram dadas informações sobre o que terá sido falado durante toda a visita.
À agência RIA Novosti, o embaixador russo, revelou apenas, que na reunião com o Papa, que terá durado 40 minutos, o chefe da Igreja Católica expressou grande preocupação com a situação humanitária da Ucrânia. Também "pediu a proteção das crianças, a proteção dos doentes e sofredores e a proteção das pessoas."
Não existiram comentários de Matteo Bruni acerca da reportagem Argentina, que dava conta da oferta de mediação do Vaticano. Aleksandr Avdeyev, embaixador russo da Santa Sé, negou esta informação, segundo afirmou o correspondente da agência russaTASS.
O embaixador da Ucrânia disse à Reuters, antes do início da invasão (dia 14 de fevereiro), que estaria disponível para uma mediação do conflito pelo Vaticano.
O chefe da Igreja Católica, que fará 86 anos no final de 2022, fez vários apelos pela paz, antes da invasão ter começado. Francisco proclamou que a Quarta-feira de Cinzas (na próxima quarta-feira) será um dia de oração e jejum pela paz na Ucrânia. O Vaticano, anunciou posteriormente, que o Papa não vai estar presente, devido a uma crise aguda no joelho, que o obrigou a adiar também outros compromissos em Florença.
Vladimir Putin, presidente russo, anunciou na quinta-feira, dia 24 de fevereiro, o início de uma ofensiva militar contra a Ucrânia. Os líderes mundiais do Ocidente manifestaram-se, condenando a "violação do direito internacional", e classificando-o como o maior ataque contra a segurança da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
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