Antigo primeiro-ministro francês renuncia a cargos em empresas russas

François Fillon mostrou-se contra a invasão russa da Ucrânia e renunciou a cargos no conselho de administração de duas empresas russas, como protesto.

O antigo primeiro-ministro francês, François Fillon, cortou a ligação com duas empresas russas, onde exercia funções no conselho de administração. Esta demissão serviu como forma de protesto contra as invasões russas, que tiveram início na quinta-feira, sob ordem do presidente russo.
 
"Vladimir Putin sozinho é culpado de ter iniciado um conflito evitável... Nestas condições, não posso continuar como membro dos conselhos das empresas russas Zarubeshneft e Sibur", explicou François, citado pelo jornal francês Le Journal du Dimanche.
 
François Fillon fazia parte da empresa de petroquímica russa Sibur e da petrolífera estatal russa Zarubeshneft, desde o ano passado.
 
O cargo como primeiro-ministro foi desempenhado durante a presidência de Nicolas Sarkozy (2007 a 2012). Em 2017, escândalos relacionados com fundos do Estado, fizeram com que se retirasse da vida política.
 
O ex-político foi acusado pelo tribunal de Paris em 2020 de fraude relacionada com o pagamento de um milhão de euros à sua mulher, Penelope Fillon, que exerceu funções como assistente parlamentar, durante alguns anos. A pena aplicada ao ex-primeiro ministro foi de dois anos de pena efetiva e três anos de pena suspensa, assim como uma multa de 375 mil euros, mas François recorreu a todas as sanções.
 
A integração de ex-políticos europeus em grandes empresas russas foi alvo de críticas nos últimos dias, depois de se ter iniciado uma guerra em território ucraniano. Foram vários os políticos de oposição francesa que pediram esta renúncia dos cargos ao antigo primeiro-ministro, segundo a Reuters.
 
Também os antigos primeiros-ministros de Itália e da Finlândia, Matteo Renzi e Esko Aho, renunciaram aos seus cargos em empresas russas na quarta-feira passada, noticiou o Finantial Times.

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