Embora as autoridades locais terem afirmado que ainda era demasiado cedo para determinar a causa da explosão, já descartaram a possibilidade de ter sido um ataque.
Um incêndio seguido de uma explosão num bar na estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça, fez cerca de 40 mortos e 115 feridos na madrugada de quinta-feira, durante as celebrações do novo ano. O incêndio começou por volta da 01h30, na hora local (0h30 em Portugal Continental).
Autoridades suíças continuam a investigar incêndio fatal em bar nas celebrações de Ano Novo
Os feridos sofreram queimaduras graves e inalação de fumo e alguns foram transportados de helicóptero para hospitais especializados. Além disso, as autoridades exortaram as pessoas a terem cuidados nos próximos dias para evitar acidentes que possam exigir cuidados médicos já sobrecarregados.
Como deflagrou o incêndio?
Segundo a agência norte-americana Associated Press, que cita relatos de duas mulheres à emissora francesa BFMTV, um barman terá levantado uma colega nos ombros enquanto segurava uma garrafa com uma tocha lá dentro. As chamas espalharam-se rapidamente, derrubando um teto de madeira.
De acordo com relatos, assim que as chamas começaram, as pessoas tentaram freneticamente escapar e começaram a atropelar-se na tentativa de fugir do interior da estância. Outro jovem contou à mesma emissora que as pessoas começaram a partir janelas para saírem do local e a lutar para escapar às chamas, comparando o cenário a um filme de terror.
As autoridades suíças classificaram o incêndio como um ‘embrasement généralisé’, ou seja, um incêndio que provoca a libertação de gases combustíveis e pode inflamar-se rapidamente, causando um incêndio generalizado.
Autoridades descartam a possibilidade de ataque
Embora as autoridades locais terem afirmado esta quinta-feira que ainda era demasiado cedo para determinar a causa da explosão, já descartaram a possibilidade de ter sido um ataque. Ainda estão a ser identificadas vítimas mortais, segundo o comandante da polícia local, Frédéric Gisler.
Pode haver um cidadão português entre os feridos
O Governo afirmou que “poderá haver” um português entre os feridos da tragédia. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, esclareceu à Rádio Renascença, pouco depois do incidente, que a informação não era oficial uma vez que ainda estavam a ser feitos esforços para identificar vítimas e feridos.
No entanto, a maioria dos desaparecidos são cidadãos italianos e franceses. Treze dos feridos eram italianos e outros seis italianos estão desaparecidos, de acordo com a Associated Press que cita o embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado.
Entre as vítimas mortais está o jovem talento de golfe italiano, Emanuele Galeppini, de 17 anos. A confirmação da sua morte foi avançada pela Federação Italiana de Golfe, através de uma publicação feita nas redes sociais.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês informou também que oito franceses estão desaparecidos e outros nove estão entre os feridos. A equipa de futebol francesa FC Metz informou que um dos seus jogadores de formação, Tahirys dos Santos, sofreu queimaduras graves e foi transferido de avião para a Alemanha.
Com pistas de esqui a cerca de três mil metros de altitude, Crans-Montana é um dos principais locais do circuito da competição mundial. O resort fica a menos de cinco quilómetros de Sierre, a cidade onde 28 pessoas morreram depois de um autocarro belga se ter despistado num túnel em 2012.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Enquanto nos digladiamos com as frivolidades quotidianas, ignoramos um problema de escassez estrutural que tratará de dinamitar as nossas parcas possibilidades de liderarmos o pelotão da economia do futuro, para a qual não estamos minimamente preparados.
Os momentos mais perigosos da História não são aqueles em que tudo colapsa, mas aqueles em que todos fingem que nada está a mudar. Em 1026, ninguém previa a avalanche de transformações que se seguiria.