Trump tem alertado repetidamente sobre uma possível ação militar dos Estados Unidos como resposta às execuções dos manifestantes pacíficos.
O responsável máximo pela justiça no Irão afirmou, esta quarta-feira, que vão ser feitos julgamentos rápidos aos detidos nos protestos que se têm feito sentir em todo o país e muitos deles vão terminar com execuções. Exemplo disso é o caso de Erfan Soltani, de 26 anos, que foi preso na passada quinta-feira na cidade de Fardis.
Protesto no Irão contra o governo após avisos dos Estados UnidosUGC via AP, file
Dias depois as autoridades informaram a sua família que a execução estava marcada para esta quarta-feira, sem fornecer quaisquer detalhes adicionais, referiu o grupo curdo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega e na terça-feira um familiar de Erfan Soltani disse à BBC Persian que a sentença de morte foi emitida “em um processo extremamente rápido, de apenas dois dias”. Segundo a agência de notícias Human Rigjts Activists News Agency, sediada nos Estados Unidos, a repressão contra as manifestações já originou 2.586 mortos, o que supera quaisquer outros protestos desde a Revolução Islâmica de 1979.
Erfan Soltani é dono de uma loja de roupas em Fardis e foi preso na “sua residência privada”. A única informação transmitida à família foi que tinha sido detido por motivos relacionados com os protestos. A sua irmã, que é advogada, tentou dar prosseguimento ao caso, mas as autoridades disseram que não havia nada a fazer, os condenados a penas de morte no Irão costumam ter direito a ter uma última chamada para a família, o que não aconteceu neste caso.
Among those who may be at risk of execution is protester Erfan Soltani, a 26-year-old man from Alborz province. Reports indicate Iranian authorities might execute him as early as 14 January. 3/5 pic.twitter.com/1CbRBxAhau
Ao mesmo tempo que estes alertas por parte de ativistas surgem, a televisão estatal iraniana partilhou um vídeo onde Gholamhossein Mohseni-Ejei aborda o tema das execuções: “Se queremos fazer um trabalho, devemos fazê-lo agora. Se queremos fazer algo, temos de fazer algo, temos que fazê-lo rapidamente. Se demorar dois ou três meses, não terá o mesmo efeito”.
Os protestos começaram a 28 de dezembro depois de um colapso da moeda iraniana, o rial, num momento em que a economia do país está a ser afetada por sanções internacionais e décadas de má gestão.
Trump tem alertado repetidamente sobre uma possível ação militar dos Estados Unidos como resposta às execuções dos manifestantes pacíficos, apenas alguns meses depois de as forças americanas terem bombardeado instalações nucleares iranianas e poucos dias depois da captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.
Já o Irão está a acusar Israel e os Estados Unidos de orquestrarem os protestos e tem vários agentes de segurança à paisana a circular pelos bairros onde existem maiores agitações.
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